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Ambiente na CASACOR Balneário Camboriú apostou no Google Home como destaque do projeto

Imagine chegar em casa e com um simples comando de voz abrir suas cortinas, acender a luz e até mesmo ligar a lareira. Ou melhor, fazer isso sem nem ter chegado em casa ainda, dando comandos para encher a banheira e aquecer a água e o piso! Parece coisa de filme de ficção científica, mas esta tecnologia já é realidade e possível graças a programas como o Google Home. Em Santa Catarina o sistema está em exibição no ambiente assinado pelas Designers Josy Melo e Hevelin Buss, o Home Office Recanto Particular K-9, na CASACOR Balneário Camboriú. Com 18,20 m², o espaço é todo automatizado por comando de voz, desde o acionamento das luzes, passando pela abertura das cortinas e acendimento da lareira, além do som ambiente. Tudo foi fornecido pela InBuild Automação, de Balneário Camboriú.

A aposta das Designers foi pelo uso do Google Mini Home, um assistente de voz que torna os projetos de automação residencial mais inteligentes e divertidos. Popular nos Estados Unidos estima-se que desde outubro de 2017, a empresa tenho vendido mais de 10 milhões de unidades por lá. No Brasil a tecnologia vem ganhando espaço, principalmente porque desde o ano passado os alto-falantes Google Home e Home Mini passaram a considerar o nosso idioma nos comandos, incluindo perguntas e rotinas para realizar uma sequência de tarefas.

Para Josy e Hevelin a ideia era conectar o morador ao seu espaço, usando a tecnologia a seu favor. “Queríamos aliar o conforto que o projeto pedia as novidades tecnológicas e o Google por comando de voz é o que há de mais novo no mercado, perfeito para o nosso ambiente”, disse Josy. A Designer explica que o acionamento pode ser feito presencialmente, pelo interruptor fixado na parede, ou remotamente, através de um App via mobile, com comandos à distância. O gadget Google Mini Home recebe comandos como acender as luzes e a lareira, ligar os desligar a TV, tocar música, abrir ou fechar cortinas, acionar a lareira, entre outros comandos. É possível inclusive agendar reuniões e outros compromissos, que o programa te acorda na hora marcada, como um despertador.

“Tudo que for possível pesquisar no Google você pode perguntar ao gadget. Ele passa informações como distância, clima, dúvidas, enfim, uma infinidade de possibilidades”, disse Hevelin Buss.

A grande vantagem do Google Home está no reconhecimento de voz individual. Os microfones multi direcionais diferenciam usuários, possibilitando cadastramentos e interação personalizada no mesmo ambiente. Outra funcionalidade recém lançada pelo sistema é a opção de ligar para os contatos da agenda, por meio do wi-fi, mas que por enquanto só está disponível nos EUA, Canadá e Reino Unido.

Quem deseja desfrutar da tecnologia no país pode adquirir pela internet. Embora não seja fabricado no Brasil é fácil encontrá-lo nos sites de e-commerce, tanto o aparelho do Google, quanto os dispositivos de automação que integram nele. Considere também os custos com a automação em si. A boa notícia é que o mercado avança rapidamente e as empresas especializadas possuem projetos para todos os tipos de ambientes, residenciais e comerciais, com valores variados.

Para usufruir desta tecnologia o consumidor deve primeiro adquirir um sistema de automação compatível com o Google Home para que estes itens sejam integrados a esta interface de comando que é o programa. Segundo Luiz da Silva Júnior, Engenheiro de Automação e proprietário da Inbuild, o Google Home veio para substituir a automação por toque, como iPads e teclados de comando, e com o comando de voz ganha-se um novo acesso a esta tecnologia. “O próprio microfone deve estar integrado ao sistema de automação, para que os comandos sejam obedecidos”, explica Luiz.

O fato inegável é que está tecnologia veio para ficar e os assistentes por comando de voz são o futuro da automação, inclusive saindo das residências e ganhando os automóveis. Empresas como Ford, BMW, Mercedes Benz e General Motors já possuem sistemas de reconhecimento de voz em seus carros, que entendem diversos comandos.

 

Home Office Recanto Particular K-9

 

Na mostra, que segue até dia 18 de agosto as designers Josy Melo e Hevelin Buss homenageiam o jogador de futebol Keirrison, conhecido como K-9, que já atuou em clubes como Santos, Palmeiras, Benfica e Barcelona.

Entre os destaques do projeto estão a tecnologia e a sustentabilidade, que vão ao encontro da proposta na mostra deste ano. O home office apresenta som e imagens, cortina automatizada, lareira à álcool automatizada, além de iluminação em duas cenas, uma para o trabalho e outra para o descanso, se assim desejar. Entre as tendências utilizadas no projeto destaque para o dourado, muito utilizado no Salão Internacional do Móvel de Milão.

Josy e Hevelin descrevem o ambiente como um cômodo da casa, e não apenas a extensão do trabalho. “O Recanto Particular K9 passa longe da agitação e do cotidiano, mas tem uma atmosfera perfeita, onde a interação com a natureza fica em evidência. Com decoração requintada, oferece uma experiência única e garante que cada instante se torne inesquecível para aproveitar ao máximo o aqui e o agora, com detalhes preparados para exaltar o aconchego sem perder nenhum toque de sofisticação”, finaliza Josy.

Foto das designers: Raquel Lima (Hevelin Buss e Josy Melo)

Foto ambiente: Lio Simas

Foto: Divulgação

001: O Gadget Google Mini Home é pequeno e cabe na palma da mão, podendo ser camuflado no ambiente.

O ex-jogador de futebol André Santos esteve na tarde desta quinta-feira visitando o ambiente Suíte Master, na CASACOR Florianópolis. Projetado pelos Arquitetos Leandro Sumar e Fábio Vitorino o espaço é uma homenagem a Top internacional Carol Trentini e une bom gosto e sofisticação em um projeto que aposta no luxo, integrando dormitório, closet e sala de banho.

André já atuou pelo Corinthians, que o levou a seleção brasileira e em clubes como Flamengo, Grêmio, Botafogo – RJ, Fenerbahce, da Turquia e Arsenal, da Inglaterra.

Recentemente o ex-jogador adquiriu uma cobertura em São José e assim nasceu a relação com os Arquitetos Sumar + Vitorino Arquitetura e Desing, que irão assinar o projeto. André visitou a mostra a convite da dupla, acompanhado da namorada, Francielly Ouriques, natural de Floripa e Miss AsiaPacific Internacional.

Fotos: Alex Ferrer

001: André Santos e a namorada Francielly Ouriques, na Suíte Master da CASACOR SC

002: Fábio Vitorino, André Santos, Francielly Ouriques e Leandro Sumar

 

Com reaproveitamento de tecido e biodegradável, as bolsas ajudam o meio ambiente e têm lucro revertido para causa social

Composta por tecidos reutilizados e cera de abelha, a bolsa Beezip foi a alternativa que alunos do segundo ano do Ensino Médio do Colégio Positivo, em Curitiba, encontraram para um grande problema ambiental: o descarte da indústria da moda. De acordo com um relatório lançado pela Ellen MacArthur Foundation, com o apoio da estilista Stella McCartney, a cada segundo, um caminhão de lixo de produtos têxteis é aterrado ou incinerado no mundo.

Dessa forma, a partir da vontade de substituir o uso do plástico e, ao mesmo tempo, colaborar com o meio ambiente, que um grupo de alunos teve a ideia de criar uma bolsa biodegradável e natural. “Nós pensamos em substituir o ziplock e tentamos a criação de sacolas de tecido a partir da fécula de batata, mas não era uma ideia tão viável. Quando descobrimos a cera de abelha, os dois formatos se uniram e criamos a Beezip, uma substituta do ziplock e que ainda reutiliza o tecido descartado”, explica Pedro de Almeida Silveira, de 16 anos, presidente da Beezip.

A bolsa, disponível em dois tamanhos, é versátil e pode cumprir diversas funções, como nécessaire, porta medicamentos, materiais de higiene, celular, estojo escolar, porta-joias, organizadora para malas e mochilas, entre outros. Além disso, as Beezips são uma opção para eventos e passeios na praia, lagos ou piscinas, já que é impermeável.

O empreendedorismo também envolve o processo de criação e aprendizado do grupo de 24 estudantes. Com presidente, diretores, gestores de marketing, RH e finanças, o gerenciamento e criação das bolsas também são de responsabilidade dos alunos. A produção das bolsas é feita das 18h30 às 21h30, às segundas-feiras, no próprio Colégio. “Todos nós temos diferentes funções, mas na hora da produção não existe hierarquia, todos os envolvidos fazem parte do processo de forma igual. Em um bom dia, produzimos cerca de 80 bolsas”, conta Pedro.

Além de ser uma solução sustentável, o projeto ainda desenvolve um trabalho social, tendo parte da renda revertida para o Lar O Bom Caminho, instituição que acolhe crianças afastadas de suas famílias. O empreendimento faz parte da parceria entre o Colégio Positivo e a Junior Achievement Paraná, organização social que promove o empreendedorismo na juventude.

De acordo com a professora Daniela Tatarin, assessora pedagógica de Formação Humana do Centro de Inovação Pedagógica Positivo (CIPP) do Colégio Positivo, o projeto tem a duração de 15 semanas e é uma atividade extraclasse. “Os produtos só podem ser produzidos na escola e os horários de início e término de jornada também precisam ser seguidos à risca, sob pena de perda de pontos. Ao final, os resultados de todas as escolas e projetos participantes são analisados e as equipes são premiadas pela produção, finanças, marketing e gerenciamento”, explica.

A continuidade do projeto após as 15 semanas fica a critério dos alunos envolvidos, que podem dar seguimento ou não à empresa criada, mas os ganhos de participar da experiência vão além desse período. “O desenvolvimento dos alunos é imenso. Eles ganham em maturidade, organização, visão de mundo, tornam-se mais disciplinados. Nós já tivemos depoimentos emocionantes de alunos que perceberam o impacto do projeto em suas vidas”, conta Daniela.

A empresa já vendeu aproximadamente 190 bolsas. Os modelos estão disponíveis em dois tamanhos: o pequeno, no valor de 15 reais, e o grande, a 25 reais. Para adquirir um dos produtos da Beezip e colaborar com a iniciativa, basta entrar em contato pelas redes sociais (@beezip.sae) ou pelo site https://mebeezip.wixsite.com/organization.


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Sobre o Colégio Positivo

O Colégio Positivo compreende cinco unidades na cidade de Curitiba, onde nasceu e desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo Júnior, o Colégio Positivo – Jardim Ambiental, o Colégio Positivo –  Ângelo Sampaio, o Colégio Positivo Hauer e o Colégio Positivo Internacional atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Os alunos têm à sua disposição atividades complementares esportivas e culturais, incentivo ao empreendedorismo e aulas de Língua Inglesa diferenciadas, além de aprendizado internacional na unidade que leva essa proposta em seu nome. Em 2016, foi incorporada ao Positivo o Colégio Positivo Joinville (SC) e, em 2017, o Positivo – Santa Maria, em Londrina (PR). Em 2018, o Positivo ganhou duas unidades em Ponta Grossa (PR): Colégio Girassol e Positivo Master.

A estreia da profissional em mostras de decoração acontece entre os dias 1º de novembro e 8 de dezembro, no Shopping Crystal

      A arquiteta Ana Johns é presença confirmada na Mostra Morar Mais por Menos, que acontece entre os dias 1º de novembro e 8 de dezembro, no Shopping Crystal, em Curitiba. A profissional irá projetar o ambiente “Apartamento do Avós”, pensado de maneira acessível para os idosos e pronto para receber toda a família. Tudo isso, claro, sem perder a originalidade e o aconchego que um lar merece.

      Essa é a estreia da arquiteta em mostras de decoração, e conta com a parceria da loja de móveis planejados Maragno. Para o projeto, o grande desafio de Ana Johns será levar o aconchego da casa dos avós para o ambiente de um apartamento, remodelando a área gourmet e a varanda – espaços ideais para receber os familiares. Além disso, o local deve contar com itens de segurança e conforto necessários para o cotidiano de um casal idoso.

Sobre Ana Johns Arquitetura

      Ana Johns é arquiteta e urbanista formada pela Universidade Positivo e mestre em Sustentabilidade e Arquitetura Nórdica pela Universidade de Aalborg, na Dinamarca. Com experiência no ramo desde 2008, a profissional já desenvolveu trabalhos internacionais – no escritório Carvalho Araújo, em Portugal – além de atuar em diversos escritórios renomados em Curitiba, como o Maganhoto e Casagrande onde exerceu a função de gerente de projetos na área de arquitetura de interiores. Com essa visão diferenciada e ampliada da arquitetura, no início de 2016 fundou o escritório Ana Johns Arquitetura, com o objetivo de desenvolver de forma consciente projetos em todas as escalas.

Serviço:

Ana Johns Arquitetura
Rua João Kososki, 357, Ecoville, Curitiba – PR
www.anajohnsarquitetura.com.br

Usar a iluminação a favor de um projeto arquitetônico é a grande sacada da última década. Contudo, uma boa iluminação requer conhecimento das técnicas e dos produtos que se vai utilizar.

“Um projeto de iluminação vai muito além do posicionamento das caixinhas”, diz o arquiteto e lighting designer Daniel De Riggi, que atua na área há mais de dez anos.

Em entrevista ao Blog da DirectLight, Daniel, que é de São Carlos (SP), alertou para o cuidado que se deve ter na execução do projeto de iluminação. Isso porque existe muita variação em relação à qualidade do LED, principal fonte utilizada atualmente na maioria dos projetos.

O entrevistado contou que 95% das luminárias externas que usa em seu trabalho são da DirectLight, justamente por ter a garantia de que o resultado vai ficar como esperava.

Formado em 2001, Daniel deu uma verdadeira aula durante a entrevista. Com dicas que podem ser úteis tanto para estudantes de arquitetura quanto para arquitetos atuantes na área e profissionais que trabalham com construção. Confira!

 

O que te encantou nessa área quando você começou a trabalhar com iluminação?

Na realidade, essa área não me encantou, mas me assustou (risos). É que iluminação não é uma disciplina abordada nas faculdades. Então eu não tinha conhecimento, era tudo novo para mim, o que tornava o processo de aprendizagem interessante. O assunto também era muito interessante.

E na verdade foi um complemento ao trabalho que meu sogro, Hélio Bottomed, já desenvolvia. Ele não é arquiteto, então fui acrescentando esse conhecimento técnico ao trabalho desenvolvido.

Até então ele fazia todos os desenhos à mão e, quando entrei, começamos a passar tudo para computador, o que facilitou e agilizou bastante o processo e a qualidade do serviço oferecido.

 

O caminho percorrido foi muito longo?

Quando eu comecei, trabalhava com iluminação e arquitetura. E foi assim até 2009, quando decidimos que a empresa se voltaria exclusivamente para a área de iluminação porque a demanda havia aumentado.

Já estávamos atendendo toda a região de São Carlos e tínhamos expandido mais.

Um dos primeiros projetos que realizamos foi o da Pró-Vida em São Paulo, na Marginal Pinheiros. A partir desse, fomos trabalhando em vários outros projetos. Fizemos projetos em Campinas, Campos do Jordão, Macaé, enfim, temos projetos espalhados para todo lado.

Mas foi um trabalho de formiguinha. No início, eram raros os projetos de iluminação que tínhamos aqui: Catedral, Praça Coronel Salles, Teatro Municipal, Clube de Golf do Dhama. Na verdade, eram projetos pontuais, não tínhamos quase projetos de iluminação.

Esse projeto da Catedral, inclusive, nos rendeu o Prêmio City People Light, da Philips, em 2007. No início era muito difícil porque não existia uma consciência de que era importante ter um projeto de iluminação.

 

Houve resistência?

No início, boa parte dos profissionais de São Carlos nos via como concorrentes. Ao longo dos anos, isso se modificou. Hoje, os arquitetos já nos reconhecem como parceiros, porque não fazemos mais projetos de arquitetura, fazemos iluminação, que é um conhecimento que tivemos que buscar para nos desenvolvermos.

Então quando eles precisam de um cuidado maior com a iluminação, eles recorrem a um profissional. E com isso eu consegui firmar várias parcerias, não só na cidade, mas em toda região.

E é uma área que se atualiza com muita frequência?

Sem dúvida, exige aprimoramento e atualização constantes. A área de iluminação se desenvolve com a velocidade da luz (risos). Desde quando começou a utilização do LED, efetivamente, como fonte de luz, isso até em nível mundial, a evolução foi muito rápida, ano a ano.

O tipo de fonte de luz, de LED, de lâmpada, enfim. E, obviamente, também foram aparecendo os problemas que ao longo dos anos foram sendo resolvidos, o que fez a eficiência do LED aumentar.

Hoje temos inúmeras fontes de luz e recursos de iluminação que antes não existiam. O LED promoveu uma ruptura muito grande.

Todo profissional que trabalha com iluminação já sabia o efeito de uma lâmpada incandescente de 100 Watts, por exemplo. E quando entrou o LED, houve uma ruptura, porque a relação entre potência e fluxo, ou seja, o quanto a fonte de luz consome para o pacote de luz que ela entrega era muito diferente.

Essa ruptura foi muito difícil, porque os profissionais perderam total referência. A migração para essa nova tecnologia foi custosa para quem trabalhava com iluminação, isso em meados de 2005, 2006. Mas essa mudança permitiu um aperfeiçoamento muito grande na área.

 

E hoje ainda há muita resistência quando se fala em iluminação?

Ainda há muita resistência em relação à qualidade da luz. O LED pode ter várias procedências, algumas não muito boas. Por exemplo, alguns LEDs não conseguem ter uma fidelidade com temperatura de cor, por exemplo.

E como você escolhe os produtos? O que prioriza?

Já existem no mercado várias opções de iluminação; depende muito do ambiente onde são colocadas.

Você tem que levar em consideração as dimensões do ambiente. Depois disso, a decoração, a arquitetura de interior do ambiente, mobiliário, layout de mobiliário…

Então para definir uma luminária, eu tenho que ter algumas informações na mão para depois poder seguir exatamente o projeto. Tem que levar em consideração vários aspectos para se chegar à luminária ideal para aquele ambiente. Precisa ter um pouco de feeling também, além da técnica.

Muitos arquitetos colocam no escopo de projeto “iluminação”, o que faz o cliente entender que essa questão está resolvida. Mas na realidade, alguns profissionais só colocam os pontos de caixinha de laje e não especificam que tipo de luminária deve ser usada, ou que tipo de fonte de iluminação em cada local. Às vezes, nem posição da luminária tem. Isso não é um projeto, é simplesmente o croqui de posicionamento de caixinha.

 

Você comentou que 95% dos produtos que usa são da DirectLight. Por que faz esta opção?

Porque eu sei qual LED é utilizado e qual lente é utilizada. Conheço o processo de montagem da peça, então o primeiro ponto é a qualidade. E quando eu falo em qualidade, não estou me referindo apenas ao produto, mas à qualidade de iluminação que o produto proporciona.

O resultado é uma soma de fatores. É lógico que tudo isso tem um custo agregado, mas é um custo que vale muito a pena, porque o resultado é garantido. E não é difícil convencer o cliente que vale a pena.

Crédito: por Fabio Ventura lighting designerprojeto de iluminaçãotendências iluminação

Vocês sabem a diferença de resíduo e rejeito?
Vamos lá..
Resíduo: É tudo o que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado.
Rejeito: São resíduos sólidos que não podem ser reciclados ou reaproveitados devido à falta de tecnologia ou viabilidade econômica para esse fim. O mesmo deve ter uma disposição final ambientalmente adequada. Existem diversos tipos e classificações para os resíduos sólidos, de acordo com a sua composição química, origem ou periculosidade.
Quanto à composição química, os resíduos são classificados como:
– Orgânicos: proveniente de matéria viva, como resto de alimentos, podas de jardim, papel, madeira, entre outros.
– Inorgânico: de origem não-viva e derivados, especialmente de materiais como plástico, vidro, metais, borracha, etc.
Simples não é mesmo?

Fonte perfil Linkedin:
Thuany Renata da Silva – Engenheira Civil. Graduanda em Engenharia Ambiental e Pós-graduanda em Engenharia do Saneamento básico.
Nova Andradina, Mato Grosso do Sul, Brasil

A 25ª edição da CASACOR Minas foi aberta oficialmente nesta terça e segue até 13 de outubro, no Palácio das Mangabeiras, imóvel tradicionalmente utilizado como residência dos governadores de Minas. Esta é a primeira vez que o imóvel está sendo aberto para visitação. O tema apresentado nesta edição é “PLANETA CASA“. A ideia é fazer com que os frequentadores tenham uma reflexão sobre como a nossa relação com o mundo influencia o nosso jeito de morar. Sendo assim, a proposta é apresentar uma série de projetos que reflitam sobre como a casa deve absorver o estilo de vida de seus moradores. Atentos à questão da sustentabilidade, diversos ambientes da mostra foram inteiramente construídos a partir de técnicas capazes de reduzir a geração de resíduos, reduzindo consequentemente os custos de produção, além do ganho na agilidade deste processo construtivo.

A CASACOR Minas conta com 60 ambientes ao todo, envolvendo a participação de 94 profissionais do setor.  Cerca de 500 profissionais entre arquitetos, design de interiores, paisagistas, pedreiros, pintores, marceneiros, jardineiros e soldadores trabalharam diretamente na elaboração, construção e finalização dos ambientes. Só na parte de construção foram investidos aproximadamente R$ 10 milhões.

Com todo esse aporte financeiro, além, é claro, do local escolhido para ser sede da mostra deste ano, que será aberto pela primeira vez ao público, faz com que a expectativa do número de visitantes da CASACOR Minas 2019 seja o maior da história do evento. De acordo com Juliana Grillo, diretora comercial da mostra, cerca de 70 mil pessoas são esperadas ao longo dos 40 dias de visitação. “Estamos radiantes com a oportunidade de comemorar 25 anos da CASACOR Minas em uma das construções mais emblemáticas do estado”, comemora.

E para conseguir atrair milhares de visitantes, um time de peso formado por renomados profissionais e jovens talentos foi convocado para encantar os visitantes. Nomes como Flávio Bahia, que esteve na primeira edição da mostra, em 1995, assim como Gustavo Penna, Pedro Lázaro, Estela Netto e Júnior Piacesi retornam em grande estilo para esta edição comemorativa. Outros expoentes com diversas participações ao longo de suas carreiras e que também estarão no time de 2019 são: Mário Caetano, Ângelo Coelho, Cristina Morethson, Juliana Vasconcellos Valéria Junqueira.

Soma-se ao elenco Rodrigo Aguiar, Will Lobato, Rodrigo Castro, Rodrigo Maakaroun, Maurício Bomfim, Sílvia Carvalho, Luis Gustavo, João Lucas, Joana Hardy, Antônio Valadares, Tereza Valadares, João Diniz, Bel Diniz, José Lourenço, Mariza Rizck Magalhães, Felipe Fontes, Betina Marques, Gabriel Passos, Túlio Manata, Fernanda Boratto, Vera Valenzuela, Nagela Rigueira Aud, Wanderlan Pereira, Lucas Lage, Andréia Campolina, Bárbara Drummond, Carolina Melgaço, Cynthia Silva, André Prado, Paula Zasnicoff, Tina Barbosa, Júlia Belisario, Carol Horta, Filipe Pederneiras, Karina Polatscheck, Érika Steckellberg, Graziela Costa, Kívia Costa, Mira Mundim, Renata Paranhos, Sheila Mundim, Juliana Couri, Maria Gabriela Nogueira, Natacha Nacif, Felipe Soares, Renata Basques, Érika Viana, Flávia Freitas, Flávio Lobato, Erly Hopper, Evaldo Rios e Maluh Amorim.

Entre os estreantes desta edição estão Marina Diniz, Paula Guimarães, Nídia Duarte, Carla Cruz, Rita Cruz, Philipe Pinheiro, Letícia Longuinho, Carolina Campos, Maria Clara, Igor Zanon, Daniel Tavares, Marcus Paschoalin, Bárbara Barbi, Murad Mohamad, Jéssica Sarriá,Uriel Rosa, Filipe Castro, Atamar Lorrani, Francisco Mascarenhas, Carol Quinan, Andréa Pinto Coelho, Mário Caetano, Aline Castro, Natália Freitas e Laura Penna.

Destaques

Recuperar parte da história da obra feita por um mestre do paisagismo. Esse é o desafio que é Nãna Guimarães se propôs a realizar na mostra deste ano. A profissional é a responsável pelo Jardim Burle Marx. Com aproximadamente 400 metros quadrados, a proposta foi restaurar o projeto inicial assinado por Burle Marx nos jardins do Palácio das Mangabeiras. Para recriar parte desse ambiente da década de 1950, ela teve acesso ao projeto original e foi atrás de seis espécies nativas brasileiras utilizadas pelo reconhecido paisagista como Guaimbé, Camará, Bela Emília, Trapoeraba Roxa, Giesta e Agave.

Presente pela primeira vez na mostra, Janaína Pacheco se uniu ao veterano Maurício Bomfim no projeto Casa dos Eucaliptos, uma das construções mais audaciosas da mostra. Bomfim inclusive é o nome por trás de todo o design de interiores, além de várias peças do mobiliário. A casa criada pela dupla está totalmente integrada à natureza, uma vez que o espaço está localizado dentro de um bosque de eucaliptos, que foi inclusive incorporado ao projeto. Nos jardins, o destaque fica por conta do lançamento da linha de mobiliário para área externa, assinada pelo premiado Jader Almeida, além de um jogo de espelhos, convidando para que os visitantes possam olhar para si enquanto estão imersos em uma pequena floresta, estabelecendo uma conexão com o meio-ambiente.

Com aproximadamente 250m², o Living, assinado pela arquiteta Estela Netto, é outra atração à parte. Certamente chama a atenção do visitante pela imponência e pelas grandes proporções. Construído a partir de uma técnica em treliça metálica espacial e steel frame, o espaço reúne diversos ambientes como Home Cinema, Espaço Gourmet, Adega e Lounge da Lareira e é um dos exemplos de construções que prezam pela redução do volume de resíduos gerados, apresentando métodos construtivos limpos e inovadores.  O conceito é ser de um espaço totalmente voltado para o lazer e diversão, seja em uma reunião familiar ou encontro entre amigos. Entre os destaques, a presença marcante da luz natural, por meio de um pergolado e grandes vãos em vidro, o uso de materiais e texturas naturais, além da inserção de tecnologia no espaço, que é totalmente automatizado.

Em sua quarta participação na CASACOR, Flávia Roscoe assina um dos ambientes que certamente será um dos mais visitados, a Suíte do Governador. O conceito nasceu da seguinte reflexão feita por ela: “O que é ouro para você?”. Essa observação tem como objetivo apontar as responsabilidades que os políticos que ocuparam o local possuíam, não no sentido material, mas no de valorizar o que é do povo, no verdadeiro propósito de habitar aquele espaço. Os visitantes encontrarão, ao longo do ambiente, tons discretos em dourado, uma mesa de trabalho, uma poltrona de leitura de frente para uma bela vista, uma mesa para tomar o café da manhã, um painel atrás da cama que remete à época da construção da casa na década de 1950, além de várias obras de arte. A ideia foi criar a sofisticação e a leveza do acolhimento em um mesmo local.

Norah Fernandes e a estreante Bárbara Nobre são as responsáveis pelo projeto Gabinete. Por meio de uma pesquisa realizada para entender como era o uso do local, além de valorizar os objetos originais da década de 1950, as profissionais optaram por contar a história do lugar por meio da decoração. Peças como um painel e uma sanca de iluminação de estrutura metálica daquela época foram restauradas. Um sofá do período também compõe o ambiente. Para trazer contemporaneidade, móveis no estilo Hi-Tech, como cadeiras ergonômicas, irão compor a cena. O grande diferencial é que o público encontrará um novo conceito de layout para escritório, seguindo um conceito turco, onde todos conseguem interagir sem precisar se virar na cadeira.

Cozinha Leroy Merlin é outro projeto que merece destaque. Assinada por Felipe Soares, a proposta foi criar uma cozinha tipicamente mineira. O ambiente de 38m² procura ressignificar o mobiliário tradicional de armazéns e cozinhas do interior do estado de uma maneira extremamente minimalista e sofisticada. O projeto possui uma ilha central integrada a uma bancada, mesa e um fogão a lenha na extremidade. Materiais artesanais como tijolo de barro, vermelhão e ladrilho, além de obras de arte de importantes artistas mineiros contemporâneos, como Mabe Bethônico e Flávia Bertinato, também compõe o local. Um armário aberto, nos moldes das antigas vendas/armazéns, completa o espaço.

Valorizar a experiência de se degustar um bom vinho, além de compartilhar uma adega, literalmente, em meio aos jardins do Palácio das Mangabeiras, para que se possa vivenciar momentos agradáveis com familiares e amigos. Essa é a proposta da Casa de Vinhos, assinada pela arquiteta Silvia Carvalho. O ambiente possui elementos naturais como a pedra, de caráter mais fechado, que reveste tanto as paredes externas como internas, além de madeira e couro, tudo pensado para que a experiência dos amantes da bebida seja inesquecível. O ponto alto do projeto é a adega, que tem capacidade de armazenar 400 garrafas. Uma mesa redonda de oito lugares que serve para as confrarias, além de uma bancada gourmet para apoio da confecção de pratos e higienização de taças, uma prateleira com várias taças e rótulos raros compõe o projeto.

Pavilhão Office, assinado por Fernanda Villefort, traz a concepção de espaço corporativo onde a afetividade ganha espaço e aproxima o usuário de elementos multissensoriais. O ambiente propõe um percurso em forma de galeria para contemplação e comunicação com a arte, além de uma setorização integrada entre três esferas: BUSINESS (reuniões/conexão com o outro) + MEETING (treinamento / palestras / conexão com o mundo) + COWORKING (trabalho individual / conexão consigo mesmo / foco). Uma grande bancada de apoio serve para oferecer desde o típico cafezinho até o atual happy hour. Já na parte da arquitetura, a proposta é de trabalhar com materiais naturais e muita integração entre o interior e o exterior. Para isso, foi criado um invólucro em aço corten com faixas ritmadas e intercaladas com o vidro incolor para gerar sensações e intensidades de luz também variadas. Há ainda a presença de um jardim vertical natural que dialoga com o entorno e enfatiza a importância da conexão com a natureza.

Um espaço de pesquisa e de descobertas. Assim, Ana Bahia e Sarah James descrevem o projeto Cozinha Funcional. O objetivo foi criar um espaço propenso às experiências, sejam elas sensoriais ou espaciais. A cena propõe diversas maneiras de uso e ocupação do local, como aulas de culinária, jantares, palestras e reuniões ao ar livre. Um dos pontos altos do ambiente é o design de mobiliário feitos com materiais como ônix, inox, pedra sabão e feltro, que serão utilizados de uma maneira inusitada. A arquitetura foi pensada como um bloco cujos ângulos não retos provocam diferentes visadas a cada ponto de partida.

Preservação e patrimônio

O convênio de cooperação celebrado em junho entre o Estado e a Codemge destaca a importância da adequada manutenção e preservação do Palácio das Mangabeiras, que tem projeto inicial de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, com jardins planejados pelo paisagista Roberto Burle Marx. Além do evento, a proposta é que a CASACOR continue promovendo uma série de benfeitorias, obras de infraestrutura, restauro, recuperação, manutenção e vigilância do espaço que está sendo ocupado por ela durante o período médio de seis meses ao ano, pelos próximos quatro anos.

Durante a 25ª edição da mostra, o público pode conferir o resultado do trabalho, promovido pela CASACOR Minas, de resgate e restauro do projeto paisagístico e arquitetônico do Palácio. Uma parte do jardim, inclusive, já pode ser vista com as espécies originais do projeto, em conformidade com o desenho de Burle Marx. Para Eduardo Faleiro, a mostra é uma oportunidade de abrir a porta de edifícios emblemáticos, que todos têm vontade de conhecer. “Só valorizamos aquilo que conhecemos. Então, temos uma luta muito grande na valorização do patrimônio histórico e consideramos a importância de que a população conheça, entre, entenda a beleza e ajude, de uma forma conjunta, a preservar mais o que ainda nos restou de memória da cidade”, conclui.

Sustentabilidade

Encarregada pela gestão dos resíduos gerados na CASACOR, a Aterra é a parceira sustentável da CASACOR Minas e atende a todos os projetos desta edição. A empresa é responsável pela correta destinação de rejeitos de obra. Todo o material recolhido até o momento está sendo destinado a um aterro de resíduos da Construção Civil – Classe A, que tem como característica reutilizar ou reciclar os sedimentos condicionados. De acordo com o diretor operacional da instituição, Bruno Giovannini, foram recolhidas até o momento 61 toneladas de resíduossendo 70% de entulhos/podas de árvores e plantas, 10% de papelão, 8% de metais e 12% de outros materiais. Esse volume de detritos representa 47% do total dos sedimentos retirados na mostra de 2018, quando foram coletados 13.000kg de entulhos, 1.902 kg de papelão, 1.493kg de metalon, 102kg de plástico e 3.000kg de entulho reaproveitado. A expectativa é de que até o final da mostra deste ano, quando ocorrerá a desmontagem de todos os ambientes, sejam recolhidas 200 toneladas de rejeitos. Os materiais de revestimentos de parede e pisos serão destinados a projetos sociais.

 

Sobre o Palácio das Mangabeiras

Inaugurado oficialmente em 1955, o Palácio das Mangabeiras foi construído entre 1951 e 1955 para ser a residência oficial dos governadores de Minas Gerais. A edificação vem sendo utilizada para esta finalidade desde a sua inauguração, ocorrida durante o governo de Juscelino Kubitschek. Tudo indica que o projeto arquitetônico é assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Já o projeto paisagístico original é de Roberto Burle Marx, duas grandes referências em suas áreas de atuação. Localizado aos pés da Serra do Curral, o Palácio segue o estilo modernista. Apesar de não ter as dimensões que outros palácios tradicionais da cidade como o da Liberdade, por exemplo, o Palácio das Mangabeiras tem uma importância histórica para a política de Minas Gerais, sendo palco de inúmeras reuniões e encontros decisivos.

Sobre a CASACOR Minas

A CASACOR é reconhecida como a maior e melhor mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas e reúne, anualmente, renomados profissionais. Em 2019 chega à sua 25a edição em Minas Gerais e com mais de 20 eventos nacionais (Alagoas, Bahia, Brasília, Campinas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Interior de SP, Litoral de SP, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina) e seis internacionais (Miami, Peru, Chile, Equador, Bolívia e Paraguai).

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Sobre a Multicult

A Multicult é uma empresa promotora de eventos diversos, entre eles a CASACOR Minas, que, em 2019, completa 25 edições ininterruptas. A proposta da empresa é promover e empreender projetos e iniciativas nas áreas de Cultura, Arquitetura, Design, Gastronomia e Urbanismo. O portfólio de ações desenvolvidas com a assinatura da Multicult reúne eventos diversos que se destacam por promover não apenas entretenimento, mas também uma plataforma de inspiração, informação e networking. Outro foco de atuação da empresa é a promoção de iniciativas que contribuam para a preservação da memória e da identidade urbana.

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CASACOR Minas Gerais

 

Datas: De 03 de setembro a 13 de outubro

Local: Palácio das Mangabeiras(Rua Mário Costa Tourinho, s/n – Mangabeiras – BH/MG)

Ingressos: R$60 inteira e R$30 – meia /Passaporte(visitas ilimitadas): R$180,00

Vendas na bilheteria ou pelo sitehttps://www.ingresso.casacor.com/

Horários de funcionamento:

De terça a sexta, das 15h às 22h
Sábados: das 12h às 22h
Domingos e feriados: das 12h às 19h

Informaçõeswww.multicult.cc

Durante o evento Conexão Oceano, realizado no Rio de Janeiro, cientistas, atletas, jornalistas, influenciadores e artistas discutiram a importância dos ecossistemas marinhos para a sobrevivência na Terra

As algas marinhas são responsáveis pela produção de 54% do oxigênio do mundo e os mares atuam como reguladores do clima no planeta. Os dados são do Instituto Brasileiro de Florestas. Sem os serviços prestados pelo oceano, a temperatura poderia ultrapassar 100ºC e inviabilizar a vida na Terra. Além disso, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) indica ainda que peixes e frutos do mar são a principal fonte de proteína para uma em cada quatro pessoas no mundo.

Diante da importância de um oceano saudável para a vida, cerca de 350 pessoas estiveram reunidas na última terça-feira (3/9), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para participar do Conexão Oceano. Entre os condutores do debate e da sensibilização da plateia estavam personalidades de diferentes setores, como o ator Mateus Solano, as jornalistas Sônia Bridi e Paula Saldanha, a atriz Maria Paula Fidalgo, a velejadora olímpica Isabel Swan, o empresário Vilfredo Schurmann, o surfista Rico de Souza, os pesquisadores Frederico Brandini, Alexander Turra e Ronaldo Christofoletti, entre outras.

Durante o encontro, os participantes debateram os impactos sofridos pelos mares, além de compartilharem formas de engajar a sociedade em torno do tema, que é de extrema relevância para a sobrevivência e para o desenvolvimento econômico e social. O público foi formado principalmente por comunicadores, empresários, representantes da sociedade, pesquisadores e estudantes.

Professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), Frederico Brandini destacou o importante papel dos oceanos, lembrando que eles são o verdadeiro pulmão do mundo. “Neles é que estão as algas marinhas responsáveis pela produção da maior parte do oxigênio consumido no planeta. Se quisermos continuar usufruindo da generosidade oceânica, precisamos melhorar o currículo didático do ensino fundamental. Além da educação, outra forma de preservar os mares é comunicando mais e melhor”, enfatizou.

Durante sua fala, Mateus Solano lembrou que os humanos não são donos do planeta. “Somos filhos dele. Precisamos dar alguns passos atrás e entender quais caminhos errados tomamos no decorrer da história. Um deles foi utilizar tanto plástico. Se não repensarmos tudo isso, a natureza continuará sofrendo. E é importante lembrar que ela não precisa de nós. A gente é que precisa dela”, ressaltou.

De acordo com a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Malu Nunes, o objetivo principal do evento – promovido pela entidade em conjunto com a Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO, a UNESCO no Brasil e o Museu do Amanhã – foi aproximar as pessoas dos oceanos. “Temos o compromisso de proteger os mares, engajar a sociedade e ajudar a ter uma economia mais forte, bem-estar amplo e vida marinha conservada. A ideia foi detectar os principais desafios e ‘inputs’ para cumprirmos esse objetivo”, disse.

Comunicação

O evento foi o primeiro realizado no Brasil voltado a comunicadores, influenciadores e pesquisadores, com o objetivo de estruturar diretrizes para engajar a sociedade sobre a importância do oceano. “A comunicação é um fator importantíssimo para a conservação da saúde oceânica. Por isso, os meios de comunicação têm papel preponderante na conscientização da população nesta causa. O impacto da não conservação afeta não apenas quem vive no litoral, mas também quem está no interior”, lembrou o vice-presidente da COI/UNESCO na América Latina e Caribe, Frederico Saraiva Nogueira.

Outro ponto importante apresentado no evento é que os oceanos enfrentam problemas que podem influenciar negativamente na segurança alimentar dos seres humanos. “Precisamos reverter esse quadro urgentemente, pois a tragédia é iminente. O Acordo de Paris e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) devem ser cumpridos mundialmente e o Brasil tem um papel fundamental nessas metas, pois tem uma diversidade marinha fantástica, além de grande dependência do sistema marinho. Essa iniciativa de realizar o evento tem um papel preponderante, pois vai ajudar a propagar esse conteúdo e despertar nas pessoas o compromisso de defender o oceano, tão importante para nosso futuro”, disse por vídeo o secretário especial das Nações Unidas para o Oceano, Peter Thomson.

Para Alexander Turra, Cátedra UNESCO para Sustentabilidade dos Oceanos, é preciso relacionar mais a vida do oceano com a vida da sociedade. “Os cientistas precisam ser cada vez mais protagonistas da informação. Não adianta ficar apenas dentro dos laboratórios e não interagir com a sociedade. É preciso comunicar de forma simples e objetiva aquilo que nós defendemos”, afirmou o membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

Já Vilfredo Schurmann destacou que “o mar está perdendo fôlego devido ao excesso de poluição. E pude ver isso ao redor do mundo”. Especializada em coberturas ambientais, Sônia Bridi afirmou que “a civilização depende barbaramente da preservação do meio ambiente e algo precisa ser feito”. As ideias surgidas no decorrer do Conexão Oceano farão parte de estratégias de comunicação em prol da conservação e sustentabilidade dos oceanos e da vida marinha, tema da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, declarada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o período de 2021 a 2030.

 

Sobre a Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. A Fundação Grupo Boticário apoia ações de conservação da natureza em todo o Brasil, totalizando 1.600 iniciativas apoiadas financeiramente. Protege 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais. Atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e nas políticas públicas, além de contribuir para que a natureza sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. A instituição defende que o patrimônio natural bem conservado é a base para o desenvolvimento econômico e bem-estar social. Também promove ações de engajamento e sensibilização, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas.

 

Crédito: José Roberto Couto

O casal de empresários Reginaldo Sendeski Nilse Sendeski comemora os vinte anos da DECCORE HOME,  criaram ou uma série de ações que vêm renovar sua presença no cenário de arquitetura e decoração de Curitiba. Sob a coordenação da Arquiteta Sabrina Paciornik e da Decoradora Salete Borba, no dia  11 de Setembro, lança a sua Mostra Deccore 2019 – Cidades Charmosas do Mundo. A mostra reunirá profissionais que mostrarão sua visão em ambientes que respiram o charme de 10 cidades ícones, são eles: Sabrina Paciornik e Salete Borba | Londres, Bruna Souza | Singapura, Maristela Fischer | Dubai, Flávia Mattar | Curitiba, o escritório Machado, Weis & Moraes | New York, Renato Sebadin | Barcelona, Amanda Fabbri | Teerã, Fernanda Trento | Chamonix, Flávia Mattar | Gramado e Mayana Thome | Paris.
Será uma verdadeira viagem para todos os envolvidos, profissionais, clientes e amigos que vão deixar-se envolver por atmosferas únicas, marcantes e encantadoras.

A expectativa é grande.
Qual será a cidade mais charmosa? Qual o ambiente mais fiel à sua atmosfera?
Prepare-se. A viagem será inesquecível!

Rua Augusto Stresser, 1109 |  Juvevê.

Está aberta a temporada oficial do melhor da mobília nacional tipo exportação. A nova edição da tradicional Mostra Artefacto Curitiba reúne grandes nomes da arquitetura em ambientes para ver, ouvir, sentir, tatear, degustar – e se inspirar. No dia 23 de agosto, um evento marca a inauguração da Mostra, cujo tema é “5 Senses”, um exercício de olhar para dentro de si e de se compreender primeiro, para somente depois entender o resto do mundo. Nessa edição serão 20 ambientes assinados por 30 profissionais. A expectativa, mais uma vez, é surpreender os visitantes, com propostas contemporâneas compostas, produzidas e arranjadas exclusivamente a partir do acervo da grife. São soluções de interiores cuidadosamente elaboradas, atuais e plurais em diferentes leituras, pautados por formas e desejos orgânicos. No mobiliário estão matérias-primas poderosas e sustentáveis recortadas em design cosmopolita, ergonomia impressionante, conforto, durabilidade e uma injeção de conteúdo que tem tudo a ver com os novos tempos.

“Na edição 2019 da nossa tradicional Mostra, convidamos alguns dos melhores arquitetos, decoradores e paisagistas para, cada qual à sua maneira, interpretar os móveis orgânicos e intemporais da Artefacto em projetos que tem como inspiração a visão, o olfato, a audição, o paladar e o tato. Nunca vivemos tão interconectados, nem a comunicação se deu em tempo tão real. Everywhere“, explica Paulo Bacchi. “Nesse contexto, os sentidos definem as experiências que temos na vida e as memórias que carregamos. Algumas são lembranças visuais, como recortes de um vídeo; outras podem ser engatilhadas por aromas que nos colocam em transe – ou pode ser uma música que te faz sorrir/chorar; talvez um sabor inesquecível de uma viagem idem; ou, com sorte, o abraço de quem te ama. As personas e suas interações consigo próprias, com os outros e com o planeta assumem o protagonismo nos ambientes inspiradores assinados por grandes profissionais”, finaliza o CEO do brand.

 

Sobre a Artefacto

Quando a Artefacto instituiu o formato “ambientes assinados” em seu showroom, mais de 20 anos atrás, o panorama, tanto do ponto de vista do consumo, quanto da percepção do mercado, era bem diferente da forma como se apresenta hoje – ou seja: o feito ajudou a reconfigurar o setor mobiliário no País. Pioneira em sua seara e sempre enxergando a concorrência pelo espelho retrovisor, a marca evoluiu a passos largos ao longo de suas mais de quatro décadas de história. Sem desapegar do DNA handmade que carrega no nome e que sempre diferenciou seus produtos, atingiu a liderança em móveis outdoor no sul dos Estados Unidos, defendendo qualidade à toda prova embalada pela integridade do desenho. Com relacionamento único com os arquitetos mais expressivos do trade, não à toa, a Mostra Artefacto transbordou das fronteiras corporativas para garantir um lugar de prestígio no calendário oficial das grandes exposições do setor. Com 20 lojas pelo Brasil e 3 nos EUA, a marca segue apresentando propostas contemporâneas e atemporais.

 

Patricia Anastassiadis para Artefacto

A Mostra Artefacto Curitiba 2019 conta com diversas peças do mobiliário assinado por Patricia Anastassiadis,     arquiteta e diretora criativa da marca. A Edition 2019 conta com cerca de 22 peças que se inspiram nas memórias afetivas, na percepção da forma, do espaço que elas ocupam, na mistura dos materiais. Esse é o segundo ano consecutivo de Patricia (ela já trabalha com a marca há cinco) na direção criativa da Artefacto.

Continuidade da coleção do ano anterior no que tange à narrativa, raciocínio criativo e processos construtivos, a Edition 2019 se aprofunda ainda mais no compromisso da designer com a qualidade e experiência protagonizadas por cada peça, tanto em forma quanto em função. Os moods norteadores se dividem em “Terracotta”, “Cut Piece” e “Soft Fiction” que, em conjunto, compõem o vocabulário contemporâneo dos lançamentos. “Existe tanto uma busca pela atemporalidade quanto a necessidade de estabelecer um diálogo entre as coleções, a cada ano, propondo uma estética mais holística e ligada a valores que, apesar do forte apelo estético, não estão relacionados a modismos ou tendências”, conta.

Terracotta – Explora a percepção visual das cores e tonalidades terrosas, além de acionar a memória afetiva que os tons naturais despertam ao estarem inseridos nas peças. A inspiração para este tema foram os trabalhos com a terra cozida (“cotta” em italiano) e todas as suas variações, envolventes e marcantes.

Cut Piece – Trabalha com a percepção da forma e do espaço. Por meio de recortes, estudos e ângulos inusitados, os objetos transformam o espaço no qual estão contextualizados. Sofás angulados, pés de mesa longilíneos e torneados, conchas curvas em cadeiras e poltronas, entre outros elementos.

Soft Fiction – Surge como a nova materialidade na coleção: o vidro. Nesta linha, atua em dois momentos: nos novos granilites desenvolvidos (como alternativa para o uso de pedras) e mesas em vidro soprado, que dão caráter exclusivo e de manufatura, uma vez que é impossível de se replicar seus padrões com exatidão.

Confira mais sobre os ambientes da Mostra Artefacto Curitiba:

Ana Sikorski e Kátia Azevedo (Moca Arquitetura)

Com o entendimento de que todos os sentidos remetem a alguma memória, Ana Sikorski e Kátia Azevedo criaram o Loft do Colecionador. Um espaço feito para uma pessoa cheia de histórias. Partindo da arquitetura de um rooftop com estrutura industrial e grandes aberturas, que pode estar em qualquer lugar do mundo, a proposta é remeter a lugares onde ele já morou. No mobiliário, com mix de peças diferentes, onde não há repetição de poltronas, fica claro que o morador também coleciona móveis de design, mesclando tecidos como couro e veludo. A composição se completa com objetos de decoração, obras de arte e muitos livros. “Nosso objetivo era inovar ao apresentar o mobiliário Artefacto, elevando o status do item de desejo para peças de design inseridos em um ambiente moderno e inovador. Acreditamos em uma arquitetura afetiva e singular e, quando projetamos a casa de alguém, buscamos extrair o máximo de sua rotina, sua personalidade e, principalmente, sua história. Nesse ambiente não poderia ser diferente, quisemos mostrar a essência da Moca em um âmbito de high design.”, contam as profissionais.

Destaques no mobiliário: cadeira e o banco Hara, com design minimalista e brasileiro, encaixa em todo o tipo de projeto, dos mais sofisticados aos mais modernos. Sofá Antique – couro marrom, Mesa de jantar Bloom III, Puff Dorset em veludo amarelo, Poltrona Sin em veludo azul marinho, Poltrona Russel e Estante Maurice Louro – madeira clara e cinza na estrutura.

 

André Bertoluci

Para marcar sua 5ª participação na Mostra Artefacto Curitiba, o arquiteto André Bertoluci projetou um living composto por sala de estar, jantar e adega. A escolha cuidadosa de revestimentos em pedra natural e madeira, cores vibrantes e mobiliários modernos tornam o espaço especial para quem deseja um ambiente para relaxar e receber amigos.

Na leitura dos sentidos a visão ganha atenção logo na entrada do living. A parede em pedra natural emoldura de forma elegante a lareira. As demais paredes são envelopadas com painéis de madeira que, além do desempenho térmico e acústico, transmite requinte, sofisticação e traz conforto. O tato é exaltado na escolha de tecidos nobres. Os sofás Memory, com linhas curvas, recobertos em veludo italiano, são acompanhados por duas poltronas em linho cinza no estar. A mesa de centro tem base em   aço inox e mármore preto. Para sair do convencional – branco e bege – a aposta de André foi usar a cor pumpkin, um tom alaranjado, que reveste as quatro Poltronas Belgravia. Posicionadas em círculo, uma de frente para outra, completam a adega. “Desfrutar do seu melhor vinho no aconchego de casa tem se tornado uma demanda frequente nos projetos que atendo. Com base neste comportamento, trouxe uma solução versátil para adega, onde é possível conservar o vinho de modo refrigerado e natural. Foi a maneira que encontrei de enaltecer o paladar”, conta o arquiteto.

Destaques no mobiliário: A Coluna de jantar Indian, Sofá Memory e Poltrona Poline.

 

Angela Russi

Um living descontraído, com todos os elementos em harmonia. A decoradora Angela Russi assina um espaço contemporâneo que tem no paladar sua principal referência. Para tanto, a profissional investe em uma adega que abriga espumantes premiados. A versatilidade da decoradora aparece na utilização do mobiliário Artefacto Beach & Country, com destaque os linhos e tecidos naturais.

Destaques no mobiliário: Sofá Dubbi IV, Mesa Stewart, Poltronas Kamari, Poltrona Maros giratória.

 

Caroline Bollmann

A audição, e toda a sensibilidade que ela desperta, move a vida e o trabalho de Carol Bollmann. Com formação em piano clássico, a arquiteta colocou esse sentido como grande protagonista de seu espaço na Mostra Artefacto. “Se pelos nossos sentidos fazemos todas as nossas escolhas, as minhas melhores escolhas, melhores projetos, melhores lembranças sempre foi e sempre serão embaladas por uma boa música”, conta a arquiteta. O espaço apresentado é um living de estar e jantar que, após uma intervenção, ficou com 60m2. A ampliação tinha um objetivo importante:  trazer um piano de cauda para compor o projeto.  “Busquei um piano que tivesse história, que fosse o “Sonho de Consumo” dos músicos, assim como é o mobiliário Artefacto para os clientes”, avalia Carol que imaginou um apartamento em Frankfurt, com visual incrível para o Rio Meno, numa sexta feira a noite, mobiliário aconchegante, luz cênica, na medida e para uma mulher apaixonada por música. Essa é a cena, que ganhou cores como dourado variações de cinza e um toque de pink, para deixar o ambiente mais feminino e até mais impactante. “Dentro do contexto do tema da mostra, a ideia é impactar, refletir sobre sensações, chamar atenção e provocar lembrança”, avalia Carol.  Nos tecidos e texturas estão veludos, couros, linhos em tons parecidos, mas texturas, tramas, e apelos visuais diferentes.

Destaques no mobiliário: o Banco Sweep, um “amor à primeira vista” assinado pelo Studio Piegatto especialmente para a Artefacto. Ele representa a essência, a delicadeza, a leveza, e o luxo da curva esculpida em um banco com design altamente sofisticado e inovador. Destaque, também, para as poltronas Wiggins, Puff Glam em composição com Jogo de mesas componíveis Trevi, Puff Nick e a Mesa lateral Huis.

 

Cláudia Horta e Edson Vello

O Espaço Corporativo de Cláudia Horta e Edson Vello é feito para inspirar reuniões, criar, tomar decisões e ter visão clara e certa das metas. Exatamente por essas características, a sala servirá como espaço para atendimentos e reuniões da Artefacto. Além da questão visual, o ambiente tem a necessidade de ser funcional. O verde – utilizado no mobiliário – desperta a criatividade e aguça a curiosidade. “Procuramos tornar o ambiente corporativo em um espaço acolhedor e elegante, onde os profissionais da loja possam atender os clientes com conforto, transmitindo a linguagem sofisticada da marca”, contam os profissionais, que usaram linhos em tons de cinza, couro natural cinza e veludo verde escuro.

Destaques no mobiliário: A Mesa Moon oval revestida em couro soleta preto, as cadeiras Flicker em veludo verde escuro, e a cadeira de trabalho Chiara, giratória em couro natural cinza. A cômoda Greta, super elegante, tanto em suas linhas quanto no acabamento, é uma peça que valoriza a decoração

 

Cymara e Camila Largura e Jacy Ebrahim

Após uma incrível experiência em Mykonos, cidade esculpida em meio as rochas, Cymara e Camila Largura e Jacy Ebrahim decidiram que sua 4ª participação na Mostra Artefacto Curitiba seria inspirada nesse cenário. Para isso, elas lançaram mão do branco, Off White, o tom quente da madeira, as fibras naturais e o verde da natureza. O resultado é um espaço capaz de estimular todos os sentidos. “Nossa proposta é para que as pessoas se sintam bem e queiram ficar no ambiente”, conta Cymara Largura. Para compor o ambiente, o trio optou pela composição do Aparador Rio, as belíssimas cadeiras Cage II, banquetas Syros, a coluna de jantar Turen II, poltrona Nouvel II, as mesas componíveis Marawi II, os módulos Molise, bancos Tappo II, banco Manihi, poltrona Mandarin Large II, mesa de centro Nolay, mesa de centro Borocay, mesa de chá Rongi, Puff Nick II, Puff Annecy, Banco Arakan, Estante Tournai, Poltrona Petrer, Mesa lateral Trieste e Mesa de centro Pandia.

 

Diego Francesquini

Think Inside the Box. Com um tema impactante, Diego Francesquini estreia na Mostra Artefacto com um espaço que explora a visão e o tato. A visão é representada por algumas fotografias em movimento, pela grande caixa em madeira onde a cama está colocada e pela fluidez dos espelhos Boyer. Já o tato é representado pelas texturas de parede e teto, assim como uma diversidade de tecidos, que proporcionam uma agradável sensação de acolhimento ao serem tocados. Além da área de dormir, o arquiteto criou um estar e um home office. Tons terrosos, grande tendência mundial, foram amplamente usados, aumentando a sensação de conforto.  “A iluminação foi estrategicamente posicionada para criar um ambiente cênico, diferenciando-se dos tradicionais métodos de dispor luminárias. As pessoas podem esperar um novo olhar sobre texturas e iluminação”, conta o arquiteto.

Destaques no mobiliário: Os espelhos Boyer – que, além de trazer movimento ao quarto, foram explorados como uma grande obra de arte, uma composição inovadora para estes objetos – e a poltrona Pipo. Eles geram uma sensação extraordinária de movimento.

 

  

Elaine Zanon e Claudia Machado

O Loft com Sentido de Leveza Outonal de Elaine Zanon e Claudia Machado é inspirado nos cinco sentidos. “Nosso espaço é um convite para dar atenção as características específicas dessa estação da vida. Algo que, muitas vezes não conseguimos perceber porque nos desconectamos com a nossa essência”, contam as profissionais. Todo o ambiente é inspirado nos detalhes da natureza. Seja no papel de parede – que dá a sensação de um refúgio – seja nas luminárias que dão a sensação de gotas de água – e até os móveis que convidam para estar e conviver de forma confortável e agradável. Para dar harmonia, as profissionais escolheram os tons suaves de cru, cinza e rose. O piso ganhou mármore natural em tons de branco, bege e cinza, com veios de movimento contínuo, realçando a beleza da natureza.

Destaques no mobiliário: Sofá Argand- Amplo confortável e que aproxima – a Chaise Long Indiana e a Mesa de Centro Poiret- pela leveza e movimento.

 

Elisa  Schuchovski

A proposta para este espaço era apresentar algo iluminado e leve. A paleta de cores terrosas com o contraste do ouro e conhaque cria um conceito que explora opostos, trabalhando o rústico e o luxo. Eliza Schuchovski apresenta elementos que remetem a ancestralidade: os primitivos muxarabis foram redesenhados em um contexto mais moderno, além das cores. Para deixar o espaço mais despojado, a arquiteta investiu em conforto e funcionalidade. “Nossos projetos são personalizados em uma atmosfera de emoção e vida. Eles imprimem a rotina da família, marcados pelo diálogo com a natureza, onde a essência é a harmonia e a realização das intenções e estilo de vida de nossos clientes”, afirma Eliza.

Destaques no mobiliário: Poltrona Twell, Poltrona indiana, Sofa Illi Outdoor. “São móveis de puro design, assinados, que levam uma combinação criteriosa de cores e texturas”, pontua a arquiteta.

 

Gisele Busmayer, Carolina Reis e William Toledo

Com uma leitura contemporânea, o BRW Arquitetos Associados projetou o loft do jovem casal. Repleto de personalidade, tecnologia e repertório, o ambiente de 65m2 soma sala de estar, quarto, jantar, bem como uma cozinha integrada. A ideia dos profissionais Gisele Busmayer, Carolina Reis e Wilian Toledo – que assinam o espaço – é revelar uma geração que valoriza cada vez mais viagens, experiências e memórias herdadas da família. A nova geração tem repensado padrões de consumo e surge uma questão muito comum: eu preciso mesmo disso? Paralelamente, nos deparamos cada vez mais com espaços menores para se viver. Pensando nisso, idealizamos um ambiente onde os mobiliários da Artefacto se apresentam, além de sofisticados, versáteis em espaços menores”, explica a designer Carolina Reis.

O painel 100% em madeira reveste todo o ambiente com tons mais terrosos. O mobiliário Artefacto ganha tecidos claros, em tons de branco natural, cru, cinza, e alguns acabamentos gold. As cores neutras e suas sombras são privilegiadas, um trabalho relevante de claro e escuro. O laranja Hermes também está bem presente para contextualizar a paleta de cores, tornando tudo mais acolhedor.

Destaques no mobiliário: A mesa de jantar Lake, as estantes Maurice e a Mesa lateral Ginza.

 

Ivan Wodzinsky

Uma facha de tirar o fôlego. O arquiteto Ivan Wodzinsky volta a Mostra Artefacto com um terraço coberto, mas não fechado, um living com área de jantar e cozinha funcional. Todo o mobiliário é Artefacto Beach & Country com cores sóbrias e diferentes texturas. A proposta é convidar as pessoas a sentir a natureza e suas manifestações, como o vento, o cheiro de madeira molhada, além do som dos pássaros – algo comum na região – e o lindo jardim.

São quase 100m2, em um espaço que forma ligação visual com o público passante em frente à loja, levando a marca para mais perto das pessoas. Destaque para o balanço na estrutura debruçado sobre o jardim, criado especialmente para este projeto. Do lado oposto ao terraço, Ivan criou um novo jardim para a loja, composto de diferentes espécies de vegetações. O terraço será um novo ponto de encontro da loja, um espaço para promover eventos e reuniões. “Aqui o importante é oferecer às pessoas o prazer de usufruir de todas as maneiras este ambiente, de vê-lo como uma obra de arte. Acredito que viver bem é uma arte. E essa arte de viver bem tem tudo a ver com personalidades e estilo de vida”, completa Ivan.

Destaques no mobiliário: A mesa de jantar KHAM, com quatro metros de comprimento e sua forma única traz a modernidade para o ambiente. Ela é a contraposição com a rusticidade da madeira existente em todo o projeto.

 

Jayme Bernardo e Glei Tomazi

Uma experiência visual e sonora com um contato com a arte. Na França Imperial de Jayme Bernardo e Glei Tomazi, os sentidos são inspirados pela temática da arte clássica francesa. O painel iluminado, as cores fortes nas poltronas, a textura marcada nos tecidos e materiais quentes já despertam a visão na entrada do espaço. Com o olhar mais atento é possível ver a imagem clássica no teto que, junto com os grandes painéis na parede remetem ao Louvre. Para aquecer o ambiente, os arquitetos colocaram um grande plano de luz. O som ambiente também faz parte do tema e reforça a importância de um fundo musical para compor o espaço com 82m². A tonalidade cinza na parede, os metais com acabamento dourado, madeira e aço inox arrematam o projeto cheio de boas surpresas.

Destaques no mobiliário: A Coluna de jantar Poiret e as poltronas Library II, revestidas no tecido dourado que remete ao tema.

 

 Jocymara Nicolau e Andrea Posonski

As arquitetas celebram sua 12a incursão na Mostra Artefacto Curitiba, com um loft de 95 m2 composto por estar, jantar e quarto. O espaçoso loft de 95m² é composto por estar e quarto. Um dos destaques é a instalação iluminada que flutua sobre o estar com o objetivo de ativar a emoção e os sentidos. O tato é estimulado nas texturas apresentadas, como nas faixas de concreto que revestem as paredes laterais, no porcelanato, no tricô das colchas e na trama das mesas Grid (um lançamento Artefacto onde o vidro possui uma sutil malha dourada interna). Os objetos escolhidos para a ambientação fecham a atmosfera de conforto e mescla de texturas e formas, com destaque para a suavidade e rusticidade das flores de algodão. Quatro jabuticabeiras secas formam uma “escultura” natural e marcante no ambiente. Na paleta de cores estão tons mais neutros, com base em cinza e branco, e materiais com diferentes densidades. A oposição entre liso/ áspero, sofisticado/ rústico, claro/ escuro, quente/ frio é sentido em todo o espaço. “A emoção atinge os sentidos e enriquece a experiência de contemplação do mobiliário”, contam as profissionais.

Destaques no mobiliário: a mesa Grid e da cabeceira Piet – com centro estofado e abas espelhadas – o Criado Emmy II, o Banco Pure e a Mesa de centro Kobe II.

 

Juliana Meda

Um convite à diversão. No espaço de Juliana Meda estão todos os elementos que promovem o lazer. A grande área gourmet tem adega, espaço para leitura, muitos sofás para receber amigos e família e uma mesa de jantar que é, também, mesa de bilhar. Todos os sentidos foram trabalhados: o calor da lareira e o impacto visual do fogo; o uso do mármore; a área de refeição, feita especialmente para contemplar o paladar. As plantas, os tecidos, as telas usadas nas luminárias foram colocadas pensando no toque (tato) e o espaço tem som ambiente. O uso do vidro no teto permite uma intensa iluminação natural e a possibilidade de apreciar a vegetação da área externa. No mobiliário – 100% Artefacto Beach & Country –estão tons próximos, mas texturas bem diferentes. Destaque para o uso do linho, aço inox, couro, high gloss e pedras naturais. Os biombos dão sensação de amplitude com efeito espelhado. “Acredito que qualquer pessoa que gosta de um tempo de curtição se identificará com o projeto. Essa é, aliás, uma característica do meu trabalho: sempre tem uma área de convivência. Faz sentido pra mim colocar minha intensa paixão pela arquitetura expressa numa área onde as pessoas serão recebidas para conviver e se relacionar”, finaliza a arquiteta.

Destaques no mobiliário: Mesa de jantar La La Land e a poltrona em couro Brant.

 

Margit Soares

Para assinar a vitrine da Mostra Artefacto Curitiba, Margit Soares lançou mão de um projeto contemporâneo e clean. Para ela, as principais inspirações foram na visão e no tato. “Acredito que são os sentidos que mais representam a decoração”, conta Margit. O resultado é um espaço atemporal, bem aconchegante e com cores neutras.

Destaques no mobiliário: a Mesa de centro Ginza que, por ser em pedra, deixa cada peça única. Mesa de centro Modi e a Poltrona Lana.

 

Olga Bergamini e Karin Neitzke

O Quarto campestre de Olga Bergamini e Karin Neitzke é inspirado em elementos da arquitetura encontrada em Toscana, na Itália.  Dentro do tema da Mostra, as profissionais exploraram o tato e a visão, com texturas, cores, padrões (paredes, painéis e papéis de parede, tecidos e acabamentos, piso, tapetes). “Nosso ambiente proporciona a integração entre o espaço interno e externo: o verde e a harmonização de elementos do feng shui. Um aroma campestre e um som ambiente também trazem a memória olfativa e auditiva de um lugar de sossego e tranquilidade próximo a natureza”, contam as profissionais.

O projeto partiu da escolha da peça principal do espaço: a Cama Toulon, que ficou cercada de elementos naturais, vigas de madeira, tijolos aparentes, piso marmorizado e painéis com características de uma trama em fibras naturais. O resultado é um quarto cheio de tranquilidade e bem estar.

Destaques no mobiliário: Cama Toulon, com revestimento em palha de algodão e dossel de madeira. Destaque, também, para o Sofá Gardu com capa de linho e a Mesa de centro Kaniere.

 

Priscilla Mueller

A arquiteta Priscila Muller ficou com a responsabilidade de fazer um espaço especialmente para a linha Artefacto Home. Inédita em Curitiba, a linha possui centenas de objetos de decoração, que agora estarão acessíveis para os profissionais do Paraná. No espaço, a proposta é fazer com que as pessoas se sintam acolhidas e tenham uma experiência. Para isso, Priscilla trabalhou com harmonia de cores e amplitude. “Nosso desafio foi compor um ambiente que pudesse permitir uma circulação fluida em todo o espaço para que os clientes pudessem admirar os novos objetos da linha Home. Por este motivo, o layout prioriza o fluxo. Então, fizemos um living amplo no qual os usuários podem sentar e contemplar a integração dos objetos com a linha de móveis da Artefacto”, conta Priscilla. Para destacar os objetos, a arquiteta revestiu todo o piso e paredes com madeira natural nogueira. A paleta de cores neutras e a madeira natural escura receberam móveis com acabamento em couro, metais e linho.

Destaques no mobiliário: Aparador Rio, Estante Tornai, Coluna de jantar Asti, Mesa de chá Rongi, Mesa de centro Pandia, Mesa componível Paloh, Poltrona Kendari, Poltrona Palawan.

 

Suelen Parizotto

Como diria Pallasma “uma edificação, além de cumprir sua funcionalidade, precisa estimular sentidos”. Para Suelen Parizotto, arquitetos planejam cenários que só serão completos quando se tornarem multissensoriais. Para o ambiente da Mostra Artefacto Curitiba, a arquiteta se inspirou no olfato – vindo do aroma da madeira natural presente no ripado – no tato com texturas das pedras, tecidos, e da visão despertada pelo movimento do ripado e obras de arte. Os tons de cinza usados no ambiente são aquecidos pela cor da madeira em lâmina natural. “O d​esign dos móveis da Artefacto, as obras de arte, em conjunto com as texturas e os revestimentos naturais criam atemporalidade ao ambiente”, conta Suelen. Outros pontos altos do projeto são o mármore utilizado na lareira, o toque dos diferentes tecidos como linho, veludo e a camurça natural, as obras de arte e objetos decorativos.

Destaques no mobiliário: Mesas componíveis Carlos, contemporâneas e versáteis. Aqui, elas aparecem em uma proposta inusitada com a mesa Oro II. O Módulo Escape com seu design linear, encosto baixo, mas sem perder o conforto, também faz toda diferença em qualquer living. Destaque, ainda, para a poltrona Folder a camurça natural e a poltrona Coquille no veludo ameixa.

 

Talita Nogueira

“Acredito que a arquitetura está sempre ligada aos cinco sentidos, mesmo que inconscientemente”, afirma Talita Nogueira que, para criar seu espaço, precisou entender que a combinação dos objetos, cores, obras de arte, iluminação, texturas, tecidos, revestimentos, em conjunto, formam uma experiência global, única e especial. Cores e texturas foram agrupadas para dar a sensação de continuidade, algo notado no conceito de “encaixe”, que foi a concepção inicial do projeto. Além disso, o agrupamento de cores permite que a composição fique mais clara e interessante, sem excessos.

A iluminação (natural e artificial) também foi trabalhada para dar a sensação de que o visitante está “nas nuvens”. Para trabalhar o tato, Talita trouxe diferentes texturas, revestimentos e arranjos, que promovem a sensação de conforto e a vontade de “sentir” as texturas com as mãos. A Palha indiada que foi aplicada em toda uma superfície de parede, também ganhou destaque especial com iluminação.

A arquiteta apostou, ainda, em diversas obras de arte, e peças de design assinado. “O ambiente é inovador e ousado. Usamos elementos comuns, como o revestimento de porcelanato mais rústico e a palha indiana, mas de forma nova e diferente, colocando cor e evidenciando a textura de cada um. A iluminação projetada especialmente para nosso ambiente, traz tecnologia e uma notória delicadeza nos detalhes de acabamento, deixando o ambiente limpo e clean”, finaliza Talita.

Destaques no mobiliário: O balanço Ipê, pois traz um ar descontraído para o ambiente do quarto, no qual se encontra, mostrando uma nova possibilidade para o uso móvel. Cadeira Nikaia, Escrivaninha Cavalete Tower, Cadeira Laora, Cabeceira Avila Queen, Banco Tuaran.

 

Viviane Loyola

Viviane Loyola trabalhou um ambiente integrado, onde quarto, sala de estar e jantar formam um espaço pensado para o dia a dia atual. A ideia é, mais uma vez, oferecer a sofisticação dos materiais com a contemporaneidade do mobiliário solto. São 105 m² (91m² internos + 14m² externos) que evocam boas lembranças e sensações.  Para a arquiteta, os cinco sentidos estão presentes na composição dos materiais, nos painéis de madeira em composição com a parede de tijolinhos e o acabamento dos tecidos em cores diversas da Artefacto. Completam o espaço o piso em porcelanato com tapetes, as estantes em metal e o mármore. “Quis oferecer um ambiente sofisticado e acolhedor, com uma sensação de conforto, um cheirinho bom, uma paz inexplicável. Aqui é possível trabalhar boas emoções como o descanso, a alegria e a descontração”, avalia Viviane, que destaca, também, o uso de plantas para estimular o tato em seu projeto.

Destaques no mobiliário: Coluna de jantar Enzo, Buffet Constantin e Mesa de centro Yego.

 

Projeto de brechó utiliza-se do consumo consciente tanto no formato do negócio, quanto na concepção dos espaços

Em julho o planeta atingiu o limite de produção natural para atender as demandas deste ano. Ou seja, os recursos naturais explorados a partir de agora, já estão roubando o estoque de 2020. Ações que visam poupar o meio ambiente podem ser realizadas nas mais diversas esferas da sociedade e, com atitudes pequenas, pode-se retardar um colapso global. Neste sentido, o projeto realizado pelo escritório Ana Johns Arquitetura é sustentável em dois aspectos: primeiro por se tratar de um brechó – formato de negócio que incentiva o consumo consciente; segundo por apresentar diversas soluções na criação dos ambientes que dispensaram a aquisição de novas peças e deram uma sobrevida para itens já existentes.

O conceito idealizado pelas clientes para a loja era de ser um ambiente que trouxesse a “pegada” sustentável que o brechó representa, mas que também fosse um espaço onde as compradoras pudessem se sentir confortáveis para passar seu tempo ali. Este briefing, aliado ao orçamento enxuto, fez com que a arquiteta Ana Johns optasse por soluções criativas e reutilização de móveis já existentes para compor o projeto. “Grande parte do mobiliário já existia e as clientes falaram desde o início que gostariam que tais itens fossem usados. Ao longo da obra, adquirimos outras peças, após a definição do layout e do estilo que buscávamos para o projeto. Para criar uma composição harmônica, utilizamos elementos mais modernos e neutros, que complementam a decoração e criam esta conexão entre as peças antigas e as novas”, revela Ana.

Mesas, guarda-roupa, estantes, poltronas e objetos de decoração antigos se misturam às araras e expositores novos em uma composição que traz a ideia de vintage. Além disso, peças como malas e uma máquina de costura antiga ganharam a função de prateleiras e mesa, respectivamente, no cantinho do café. “Conseguimos fazer uma composição com os elementos que tínhamos para trabalhar: o pé da máquina, as malas e os quadrinhos, de forma que, mesmo sendo uma combinação de elementos que a princípio não tinham nenhuma relação, trouxe um ar de aconchego, além de ficar bem original!”, comenta a arquiteta.

Outro destaque é a vitrine da loja, onde foram utilizados cabides para criar nichos para expor os produtos. “A inspiração veio do Pinterest, vendo imagens de vitrines diferentes. A referência encontrada combinou não só com o conceito da loja, mas também minimizou a sensação de falta de espaço e pouca visibilidade que tínhamos da vitrine”, complementa. No geral, revestimentos do piso e papel de parede foram trocados, além da pintura ser refeita. A iluminação também ganhou cara nova, com a utilização de trilhos que trouxeram mais luz, com o intuito de valorizar as peças. “As clientes economizaram em tudo o que foi possível, inclusive na mão de obra. Elas colocaram a mão na massa e mostraram que não é preciso de excessos para montar seu próprio negócio. Também é papel do arquiteto adequar o projeto à realidade dos clientes, apresentando soluções criativas e mais sustentáveis com um resultado tão bom quanto o de um espaço com tudo novo”, finaliza.

Sobre Ana Johns Arquitetura:

Ana Johns é arquiteta e urbanista formada pela Universidade Positivo e mestre em Sustentabilidade e Arquitetura Nórdica pela Universidade de Aalborg, na Dinamarca. Com experiência no ramo desde 2008, a profissional já desenvolveu trabalhos internacionais – no escritório Carvalho Araújo, em Portugal – além de atuar em diversos escritórios renomados em Curitiba, como o Maganhoto e Casagrande onde exerceu a função de gerente de projetos na área de arquitetura de interiores. Com essa visão diferenciada e ampliada da arquitetura, no início de 2016 fundou o escritório Ana Johns Arquitetura, com o objetivo de desenvolver de forma consciente projetos em todas as escalas.

Serviço:

Ana Johns Arquitetura

Rua João Kososki, 357, Ecoville, Curitiba – PR

www.anajohnsarquitetura.com.br

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