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Lighting Designers pelo País | Veja a entrevista com Cristina Maluf (RS)

O Blog da DirectLight conversou nesta semana com uma das mais experientes e reconhecidas lighting designers do sul do País. Cristina Maluf, do escritório Cristina Maluf Arquitetura de Iluminação, de Porto Alegre (RS), atua há quase 30 anos no mercado e foi uma das fundadoras da AsBAI (Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação).

Cristina contou mais detalhes sobre a trajetória, analisou a evolução do mercado de iluminação e também deu dicas para os jovens profissionais da área. Boa leitura!

1 – Quando e como surgiu o escritório Cristina Maluf Arquitetura de Iluminação?

O nosso escritório Cristina Maluf Arquitetura de Iluminação foi fundado em 1992, quando, em desenvolvimento de alguns projetos, senti a importância da luz e seus efeitos luminosos e comecei a pesquisar como poderia valorizar os meus projetos através da luz.

Naquela época ainda não havia as lâmpadas halógenas, a não ser as que eram utilizadas na iluminação dos automóveis e nos primeiros projetos de iluminação. Para termos uma boa reprodução de cores nos ambientes comerciais, era preciso colocar uma composição de lâmpadas fluorescentes, que na época só havia com baixo índice de reprodução de cor com lâmpadas incandescentes do tipo Mini Spot. Desta forma, tanto para lojas quanto para alguns escritórios, fazíamos esta composição com mais incandescentes ou mais fluorescentes conforme as características dos projetos.

2 – Qual é o perfil do público atendido pelo escritório?

Os projetos que desenvolvemos são para grandes empresas, lojas, escolas e universidades, teatros, hotéis e resorts, parques e algumas residências. O perfil do público que atendemos é, em geral, empresários e arquitetos.

 

3 – O mercado do Rio Grande do Sul tem algumas particularidades em relação aos clientes de outros estados?

Sim, o mercado aqui é um pouco difícil e tudo acontece muito mais devagar que em outros estados como São Paulo e Rio de Janeiro.

4 – Ao longo dos anos, quais foram as principais mudanças que você observou no mercado de iluminação?

Conforme eu comentei, iniciamos os projetos de iluminação quando ainda nem existiam as lâmpadas halógenas e, para termos boa reprodução de cores em um ambiente onde precisássemos colocar lâmpadas fluorescentes como lojas e escritórios, era necessário colocar algumas luminárias com lâmpadas incandescentes para podermos resolver esta reprodução de cores.

Posteriormente, surgiram as lâmpadas halógenas nos seus diversos formatos, como dicroicas MR 16 e MR11, AR 111, AR 70, Par 20, Par 30 e par 38, o que revolucionou a iluminação e possibilitou efeitos incríveis. Paralelamente a esta produção das halógenas, surgiram as fluorescentes com boa reprodução de cores, IRC 80% e também as lâmpadas de vapor metálico com bulbo cerâmico, com fluxo bem maior do que as halógenas e algumas ainda com menor potência.

Assim os projetos comerciais de lojas puderam ser incrementados e os produtos expostos muito mais valorizados, considerando lâmpadas de menor potência como a CDM-R de 35W em relação às halógenas de 50W e as fluorescentes de 28W ou 25W em relação às fluorescentes de 40W, gerando uma considerável economia de energia, além de efeitos luminosos mais adequados.

Estas foram as principais mudanças até o início da produção dos equipamentos em LED. Hoje são produzidos muitos equipamentos em LED, alguns com origem de fabricante conhecidos e confiáveis e outros não tão confiáveis, todos dependendo da binagem dos LEDs. Desta forma, os projetos de iluminação ficaram mais complexos e é preciso testar bem os equipamentos que serão especificados no projeto para ver se os efeitos luminosos desejados serão obtidos em termos de aparência do espaço, intensidade luminosa, abertura de facho, temperatura de cor e controle antiofuscamento.

 

5 – Os projetos de iluminação estão cada vez mais integrados à arquitetura e vice-versa?

Sim, pois a luz pode valorizar os planos e formas do projeto de arquitetura, assim como pode modificá-los, tudo depende de como está projetada a iluminação, seja do ambiente interno como dos planos externos de fachada ou áreas de paisagismo.

Da mesma forma, os equipamentos devem estar integrados à arquitetura pois o que devem aparecer e serem valorizados são os ambientes e planos, e não os equipamentos. Estes devem estar inseridos no detalhamento da arquitetura. O que deve aparecer são os planos iluminados e não os equipamentos.

Este é o motivo porque criamos a AsBAI (Associação Brasileira dos Arquitetos de iluminação), porque entendemos que o profissional formado em arquitetura é o mais adequado para fazer os projetos de iluminação já que ele tem conhecimento da elaboração do espaço e planos que definem a forma arquitetônica. Mas, para projetar a iluminação, este profissional também deve ter estudo e conhecimento da luz como ciência, física e arte, matérias onde o estudo da luz é fundamental.

6 – Quais são as principais tendências que você observa nos projetos de iluminação?

Como o LED é uma fonte de luz eletrônica e minúscula, os equipamentos de iluminação tem se tornado muito pequenos e fornecem ao espaço uma aparência minimalista e possibilitam que a distribuição seja linear, sendo possível projetar linhas de luz que podem ser instaladas no forro, descer pelas paredes em menor intensidade para não causar ofuscamento e, inclusive, possam orientar acessos, se instalados piso, em áreas externas.

Esta iluminação linear também está sendo bastante utilizada para valorizar as formas das fachadas, principalmente as com painéis de vidro, onde não é possível haver projeção de luz. Os projetores de maior potência também já existem em forma linear e colocados ao longo das fachadas, em elementos integrados à arquitetura, torna possível iluminar os planos das fachadas sem criar “manchas de luz” como acontecia anteriormente, caso os projetores não fossem colocados com afastamento suficiente para não gerar estas manchas que causavam a deformação das fachadas.

Além dessas tendências, estudos aprofundados da luz revelam a sua importância na área da saúde, não só em relação à quantidade de luz natural e artificial que o ser humano necessita para regular o ciclo circadiano, mas também como a sua temperatura de cor que pode interferir na produção do hormônio melatonina que regula este ciclo de 24 horas.

 

7 – Qual o conselho que você daria a um jovem arquiteto que queira se especializar na área de iluminação?

Meu conselho é que procure cursos de formação em iluminação, tanto no Brasil quanto, se possível, no exterior e que procure aprofundar-se no assunto, pois a iluminação é um assunto muito mais complexo do que apenas a distribuição de pontos de luz em um ambiente para iluminá-lo.

Fonte: https://directlight.com.br

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

A estação mais fria do ano já chegou ao hemisfério sul. E se as baixas temperaturas do inverno, muitas vezes, nos inibem de sair de casa, então por que não deixar o lar aconchegante para uma programação caseira, com muito vinho e comidas quentinhas? Pensando nisso, a arquiteta Ana Johns, a frente do escritório Ana Johns Arquitetura, listou 4 dicas para deixar a casa aquecida neste inverno. Confira!

1 – Tecnologia para aquecer

Pensando em preparar a casa para o frio desde a sua concepção, podemos considerar tecnologias como aquecimento para o ambiente por meio de aquecedores elétricos ou a gás, que funcionam com radiador – aparelho que irá jogar calor para o cômodo. “Outra opção interessante é o uso de piso aquecido, que é instalado abaixo do revestimento do piso, emanando calor do chão. O ar quente é menos denso e sobe, aquecendo o ambiente por completo”, explica a arquiteta.

Para a região sul do país, onde a oscilação de temperaturas é grande, o ar condicionado com tecnologia inverter é uma excelente solução, pois aquece no inverno e resfria no verão. Para os banheiros, algo que pode facilitar no dia a dia no inverno é o toalheiro aquecido, que mantém as toalhas secas e quentinhas para serem usadas. “Todas estas soluções devem ser pensadas desde o início do projeto, pois demandam, no mínimo, uma fiação específica. E na hora de escolher a melhor opção, é importante pensar no custo de instalação e no gasto com o uso, para que seja algo viável.”, sinaliza Ana.

2 – Deixa o sol entrar

Ainda pensando em soluções de projeto, utilizar grandes aberturas de vidro para deixar com que o Sol entre nos ambientes é uma saída para manter a casa aquecida. A melhor fachada para receber o Sol é a face norte, onde terá incidência solar direta o dia todo. Já na fachada oeste, recebemos o sol da tarde, também sendo uma boa escolha para deixar a casa quentinha. “O cuidado deve ser tomado com a fachada Sul, que só tem a entrada de claridade, mas por não receber sol direto não aquece os ambientes”, complementa.

Segundo a arquiteta, para conservar o calor dentro da casa, vale a pena investir em boas esquadrias. As versões em PVC são uma ótima solução para resolver esta questão térmica (servindo também para proteger do som). E, se tiver um bom vidro ou melhor ainda, um vidro duplo, não deixa o frio entrar e nem o calor sair.

3 – Aposte nos acessórios

No inverno podemos tirar do armário as mantas que, além de decorar quartos e salas, ainda ajudam a aquecer estes ambientes. Da mesma forma, investir em capas de almofadas com tecidos quentinhos, como lãs, veludo e pele, também auxilia na sensação de conforto térmico. “Os tapetes são elementos que podem ser usados sem medo durante o inverno, principalmente nas casas com piso frio. Decoram, criam aconchego e protegem os pés do frio vindo do chão”, comenta Ana.

4 – O charme das lareiras

Existe a opção da lareira, tão tradicional quando pensamos em aquecer os ambientes. Esta pode ser a lenha, a gás ou a álcool. A última versão veio para resolver o problema da falta de infraestrutura para instalação de uma lareira que precise de duto de saída de ar. E se for dimensionada corretamente, aquece muito bem o ambiente.

As lareiras, inclusive, vêm sendo utilizadas em casas de praia, principalmente no sul do país. Uma boa solução, neste caso, é o uso do modelo a álcool, pois há a possibilidade de a guardar quando não estiver usando. “No projeto que fizemos no Balneário de Atami, foi criada uma estrutura em alvenaria onde a lareira é inserida, com bancos ao redor. Isso ao lado da piscina. Quando está quente, usamos a estrutura como uma mesa de apoio, mas se esfria, é só substituir a madeira pela lareira”, finaliza a arquiteta.

Sobre Ana Johns Arquitetura:

Ana Johns é arquiteta e urbanista formada pela Universidade Positivo e mestre em Sustentabilidade e Arquitetura Nórdica pela Universidade de Aalborg, na Dinamarca. Com experiência no ramo desde 2008, a profissional já desenvolveu trabalhos internacionais – no escritório Carvalho Araújo, em Portugal – além de atuar em diversos escritórios renomados em Curitiba, como o Maganhoto e Casagrande onde exerceu a função de gerente de projetos na área de arquitetura de interiores. Com essa visão diferenciada e ampliada da arquitetura, no início de 2016 fundou o escritório Ana Johns Arquitetura, com o objetivo de desenvolver de forma consciente projetos em todas as escalas.

Serviço:

Ana Johns Arquitetura

Rua João Kososki, 357, Ecoville, Curitiba – PR

www.anajohnsarquitetura.com.br

Embora ainda tímido, o home office vem ganhando espaço no Brasil e se tornando uma alternativa viável economicamente para muitas empresas. Segundo o Ibope, em 2018 apenas 20 % dos trabalhadores brasileiros desfrutavam deste método de trabalho, embora a pesquisa aponte que mais de 90% dos entrevistados desejariam um modelo mais flexível para suas carreiras. Quem pode trabalhar em casa só vê vantagens neste sistema, como melhor aproveitamento do tempo, maior produtividade, menos estresse e redução nos custos com deslocamento. A verdade é que o home office é uma tendência mundial e adaptar um espaço em casa para trabalhar se faz cada vez mais necessário.

Pensando nisso nasceu o projeto Home Office – Recanto Particular K9, assinado pelas Designers Josy Melo e Hevelin Buss, para a CASACOR Balneário Camboriú, que acontece de 07 de julho a 18 de agosto, no Bairro Ariribá. Esta é a segunda vez que a cidade receberá a mostra, cujo tema neste ano é ‘Planeta Casa’, trazendo o melhor da arquitetura, design e paisagismo para a região.

Para compor o home office com 18,20 m², as designers se inspiraram no mundo do futebol, com objetos e cores que remetem a um campo. O verde do gramado, por exemplo, está nas folhagens e no tecido de veludo do sofá, a cortina, também em veludo é tramada, que remete a rede do gol, o couro lembra a bola e o dourado representa o luxo do futebol. O projeto é uma homenagem ao atacante Keirrison, conhecido como K9, que já atuou em clubes como Santos, Palmeiras, Benfica e Barcelona. Para Josy Melo o espaço com tons de verde, dourado, cinza azulado e preto é uma mistura do clássico com o contemporâneo e pode perfeitamente ser montado em qualquer residência, dada a sua ergonomia e funcionalidade nas cores e na iluminação. “O espaço foi pensado para que a pessoa se sinta em casa”, diz a designer.

Entre os destaques do Recanto Particular K9, Josy elenca a tecnologia e a sustentabilidade, que vão ao encontro da proposta na mostra deste ano. O home office apresenta som e imagens, cortina automatizada, lareira à álcool automatizada, além de iluminação em duas cenas, uma para o trabalho e outra para o descanso, se assim desejar. “Um dos nossos diferenciais é a automação por comado de voz, o que há de mais novo no mercado. A base da mesa e o banco são de madeira reaproveitada, que desce nos rios em dias de chuva (trazidas pela enxurrada), ou mesmo árvores mortas naturalmente na natureza, o artista não derruba nem uma árvore para fazer seu mobiliário. Destaco também o Pendente Asa, que foi lançado na mostra de Milão. O designer Erlon Tessari desenvolveu essa peça devido à falta de uma opção que fosse regulável e que suprisse suas necessidades”, explicou Josy.

Entre as tendências utilizadas no projeto destaque para o dourado, muito utilizado no Salão Internacional do Móvel de Milão. A cor aparece em boa parte do escritório, inclusive na chapa de MDF laqueada, que lembram as pinturas metalizadas em carros.

Chama a atenção também a madeira ao natural e o jardim vertical, localizado na varanda, que remete a natureza, também muito presente em Milão nos tons verdes. Alguns troféus conquistados pelo homenageado K9, também compõem o ambiente. “Cada detalhe do nosso projeto foi pensado com carinho, inclusive a varanda, aproveitando bem o pequeno espaço com o jardim vertical, com a arte em folhas e galhos, pendentes que farão a harmonização de um verdadeiro refúgio. O diferencial de todo o espaço é o sofá verde, em veludo, com formas arredondadas e o detalhe em mármore também verde, peça desenhada exclusivamente por elas para a mostra, uma combinação perfeita, que vai conquistar quem passar pelo espaço. Simplesmente encantador”, disse Hevelin Buss.

Esta é a primeira vez que as designers dividem um projeto e as expectativas são as melhores para a mostra de Balneário Camboriú. Josy Melo estreou na CASACOR PR em 2017, quando assinou o ambiente Circulação Superior. Já para Hevelin Buss é a estreia na mostra. “Estamos super empolgadas. Nos unimos aos melhores parceiros e temos certeza que será um sucesso. Nossa expectativa é de que os visitantes venham, gostem e interajam com nosso espaço”, pontua a dupla.

Josy e Hevelin descrevem o ambiente como um cômodo da casa, e não apenas a extensão do trabalho. “O Recanto Particular K9 passa longe da agitação e do cotidiano, mas tem uma atmosfera perfeita, onde a interação com a natureza fica em evidência. Com decoração requintada, oferece uma experiência única e garante que cada instante se torne inesquecível para aproveitar ao máximo o aqui e o agora, com detalhes preparados para exaltar o aconchego sem perder nenhum toque de sofisticação”, finaliza Josy.

Sobre as Designers

 

Josy Melo

Bacharel em Direito, trabalhou um curto período na área, até se formar como Designer de Interiores. Possui escritório em Balneário Camboriú, na Rua 10, número 215. Já assinou apartamento decorado da construtora Thá, sob curadoria do Arquiteto paranaense Jayme Bernardo, além de projeto na mostra Tháad, (parceria do Grupo Thá com co-participação do Jornal Gazeta do Povo) em homenagem aos humoristas do Grupo Tesão Pipa, no edifício 7th Avenue Live & Woek, em Curitiba, além do ambiente na CASACOR PR 2017, pelo qual ganhou o prêmio de cumprimento de prazo da mostra.

Nasceu em Santo André, interior de São Paulo e atribui a Deus o talento e escolha pela profissão que exerce hoje. Transformou a casa inteira sem ter estudado e quem ali frequentava percebeu seu dom para a decoração, o que rendeu convite para trabalhos nas casas dos amigos. Incentivada a fazer o curso de Designer de Interiores, hoje Josy se emociona ao dizer que realmente ama o que faz e não se vê em outra profissão. “É um sonho realizado, quando realizo o sonho dos meus clientes, mal sabem eles que estou realizando o meu”, diz.

Seus planos para a carreira são obter reconhecimento e respeito pelo seu trabalho no mundo inteiro, assinando projetos mundo afora, quem sabe CASACOR SP, MIAMI, ou outras que surgirem, como DUBAI, brinca.

 

Hevelin Buss

A curitibana Hevelin Buss fará sua estreia profissional na CASACOR Balneário Camboriú. Formada em Design de Interiores e com escritório em Pinhais, no Paraná, Hevelin escolheu a profissão por acreditar que Deus nos concede dons. Após um período de constantes mudanças acompanhando o marido Keirrison, inclusive no exterior, a designer se inspirou em novas tendências e diferentes culturas para deixar os lares por onde o casal passou o mais confortáveis e aconchegantes possível para sua estadia. Para Hevelin, assim como um ambiente revitaliza uma casa, revitaliza também quem mora ou passa por ali. “Essa é minha intenção; levar conforto, beleza, estilo e bem-estar aos meus projetos e clientes”, diz.

A parceria com Josy Melo e seus fornecedores enche de expectativa a estreante Designer, que vê no projeto um grande começo de carreira e também uma linda homenagem. “Desde o início colocamos muito amor neste ambiente, buscando o melhor para o nosso homenageado, assim como para nossos clientes, sempre trabalhando com excelência, buscando reconhecimento e a conquista de nosso espaço, dentro e fora do país”.

 

CONTATOS

 

Josy Melo

(41) 9 9987-2898

e-mail: josy_0905@hotmail.com

instagram: josy_melointeriores

Facebook: Josy Melo

Escritório: Rua 10, 215, Centro, Balneário Camboriú/SC

 

Hevelin Buss

(41) 9 9991-2874

e-mail: hevelin_buss@hotmail.com

instagram: @hevelinbuss

Facebook: Hevelin Buss

Escritório: Rua dos Curiangos, 931, Alphaville, Pinhais/PR

 

SOBRE A CASACOR

Empresa do Grupo Abril, a CASACOR é reconhecida como a maior e melhor mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas. O evento reúne anualmente prestigiados arquitetos, decoradores e paisagistas. A mostra percorrerá 15 cidades brasileiras, 4 países da América do Sul e um da América do Norte.

Neste ano o conceito da mostra é “Planeta Casa” e apresenta o lar como universo particular de cada indivíduo, onde as mudanças e conexões surgem e transformam o entorno e a comunidade. São três pilares essenciais neste ano: afetividade, tecnologia e sustentabilidade,

 

BALNEÁRIO CAMBORIÚ

 

QUANDO?

07 de julho a 18 de agosto

Terça a Sexta, das 15h às 21h

Sábados e feriados, das 13h às 21h

Domingo, das 13h às 19h

O evento não abre às segundas-feiras.

 

ONDE?

Rua Rouxinol, 153, bairro Ariribá – Balneário Camboriú/SC

 

INGRESSOS

Inteira – R$50

Meia – R$25 (necessário comprovante)

Passaporte – R$100 – Pessoal e intransferível. (Não há meio passaporte).

OBS: Profissionais expositores poderão adquirir lotes adicionais de ingressos com desconto de 30%.

 

Assessoria de Imprensa / Agência A

Alex Ferrer (47) 9 9949 8554

Fabiana Rodrigues (47) 9 9932 9832

 

Ao entrar em uma clínica, seja ela de qual especialidade for, é comum ser atingido por uma infinidade de sensações como angústia, curiosidade, medo, expectativa, entre outras tantas. Porém, você sabia que detalhes na decoração do ambiente, como as cores escolhidas ou os itens dispostos pelo cômodo, podem interferir nas emoções dos pacientes? Este é um dos tantos desafios enfrentados pelos arquitetos no momento de criar um projeto, que envolve não só a parte estrutural, mas também a maneira como os futuros pacientes irão se sentir dentro daquele espaço.

Seja em um projeto inteiramente novo, ampliação ou em uma reforma de um ambiente pré-existente, o arquiteto precisa estar atento às diversas normas técnicas, que devem ser aprovadas por órgãos competentes como a Vigilância Sanitária, Prefeitura e Corpo de Bombeiros. “O mais importante é olhar todas as normas, para que o projeto esteja dentro do que é pedido e seja aprovado”, pontua a arquiteta Fernanda Bittencourt, da Traço Final Arquitetura e Interiores.

Em um período de quase três anos, a profissional atuou na construção de um projeto voltado à reforma de um espaço de 1.600m², onde atualmente funciona a Policlínica Luiz Mansur, no bairro Xaxim. Além dos desafios comuns a todos os projetos, a arquiteta foi responsável por pensar em cada detalhe do novo empreendimento, que comporta 34 salas de diferentes especialidades. Os consultórios dividem-se em indiferenciados e diferenciados, sendo que neste último funcionam especialidades que necessitam de equipamentos especiais ou que demandam sanitários anexos – além do atendimento às pessoas portadoras de deficiências –, como consultórios de ginecologia, proctologia, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, odontologia, etc.

Outro detalhe importante no projeto de um espaço voltado à área de saúde é a necessidade de seguir as normas no requisito de limpeza e sanitização. Pisos, painéis e papéis de paredes, por exemplo, devem ser resistentes a lavagem e ao uso de desinfetantes. Todas as superfícies devem ser lisas, monolíticas e possuírem o menor número possível de frestas e ranhuras, além de terem um nível pré-estipulado de absorção de água. “A tinta utilizada nas paredes ou na cerâmica deve ser lavável, a madeira não pode ser porosa ou muito absorvente, e tudo tem que ser de fácil limpeza. As venezianas, por exemplo, são de PVC por conta disso.

Com exceção das salas voltadas à Psicologia, todos os consultórios devem contar com pia, álcool em gel e sabonete líquido, e as torneiras devem ser automáticas. “As divisórias são de vidro, com molduras em madeira e com película. Desta forma, além de dar privacidade a quem está sendo atendido, também aproveita a iluminação ambiente, evitando o gasto excessivo com luz”, detalha Fernanda.

Porém, o que muitos não sabem, é que além de toda a parte técnica e estrutural, o arquiteto também é responsável por pensar detalhes da decoração como a disposição dos móveis, quadros e, até mesmo, a cor utilizada em cada ambiente. “Você não pode, por exemplo, deixar tudo tão claro ou tão branco, além de sujar com muita facilidade, pode passar uma impressão de estéril, deixando os pacientes pouco à vontade e lembrando ambientes hospitalares. Mesmo passando a sensação de serenidade, limpeza e calma, precisamos de outros tom no ambiente para ficar mais aconchegante”. Tons quentes, de acordo com a arquiteta, se utilizados de forma exagerada podem trazer à tona sentimentos como a irritação ou a inquietação, o que prejudica o paciente que busca por atendimento especializado.

Já nos setores infantis, o lúdico tem mais espaço para oferecer o aconchego necessário aos pequenos que, muitas vezes, têm receio dos médicos. “É importante que haja distração enquanto acontece o atendimento, para não causar mais medo ou a criança não se sentir acolhida”, diz. Essa maior liberdade também abrange os setores de circulação e recepção, que são considerados ‘cartões de visita’ pela arquiteta. “É importante não criar um ambiente muito cheio, para não passar a sensação de desorganização aos pacientes que estão esperando atendimento. Também é necessário se atentar para o conforto dos funcionários que, principalmente na recepção, passam a maior parte do dia sentados”.

O projeto desenhado e executado pela arquiteta conta com espaços médicos, recepção, salas de atendimento e consultórios de diferentes especialidades.

Sobre a Traço Final Arquitetura e Interiores

Fundado em 2010, o escritório se destaca por desenvolver projetos de arquitetura, design de interiores, reformas e gerenciamento de obras para áreas residenciais, comerciais, corporativas e empreendimentos imobiliários. O escritório prima pela qualidade dos projetos de forma singular, identificando suas características e seu contexto, unindo a preocupação estética com as melhores soluções técnicas e funcionais. 

Serviço:

Endereço: Rua Myltho Anselmo da Silva, 803 – Mercês
Telefone: (41) 4102 9606 ou (41) 98404 4145
Site: 
http://www.tracofinal.com.br
Facebook: 
https://www.facebook.com/tracofinalarquitetura/

 

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