Arquitetura & Decoração

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Começou a 25ª CASACOR Minas

A 25ª edição da CASACOR Minas foi aberta oficialmente nesta terça e segue até 13 de outubro, no Palácio das Mangabeiras, imóvel tradicionalmente utilizado como residência dos governadores de Minas. Esta é a primeira vez que o imóvel está sendo aberto para visitação. O tema apresentado nesta edição é “PLANETA CASA“. A ideia é fazer com que os frequentadores tenham uma reflexão sobre como a nossa relação com o mundo influencia o nosso jeito de morar. Sendo assim, a proposta é apresentar uma série de projetos que reflitam sobre como a casa deve absorver o estilo de vida de seus moradores. Atentos à questão da sustentabilidade, diversos ambientes da mostra foram inteiramente construídos a partir de técnicas capazes de reduzir a geração de resíduos, reduzindo consequentemente os custos de produção, além do ganho na agilidade deste processo construtivo.

A CASACOR Minas conta com 60 ambientes ao todo, envolvendo a participação de 94 profissionais do setor.  Cerca de 500 profissionais entre arquitetos, design de interiores, paisagistas, pedreiros, pintores, marceneiros, jardineiros e soldadores trabalharam diretamente na elaboração, construção e finalização dos ambientes. Só na parte de construção foram investidos aproximadamente R$ 10 milhões.

Com todo esse aporte financeiro, além, é claro, do local escolhido para ser sede da mostra deste ano, que será aberto pela primeira vez ao público, faz com que a expectativa do número de visitantes da CASACOR Minas 2019 seja o maior da história do evento. De acordo com Juliana Grillo, diretora comercial da mostra, cerca de 70 mil pessoas são esperadas ao longo dos 40 dias de visitação. “Estamos radiantes com a oportunidade de comemorar 25 anos da CASACOR Minas em uma das construções mais emblemáticas do estado”, comemora.

E para conseguir atrair milhares de visitantes, um time de peso formado por renomados profissionais e jovens talentos foi convocado para encantar os visitantes. Nomes como Flávio Bahia, que esteve na primeira edição da mostra, em 1995, assim como Gustavo Penna, Pedro Lázaro, Estela Netto e Júnior Piacesi retornam em grande estilo para esta edição comemorativa. Outros expoentes com diversas participações ao longo de suas carreiras e que também estarão no time de 2019 são: Mário Caetano, Ângelo Coelho, Cristina Morethson, Juliana Vasconcellos Valéria Junqueira.

Soma-se ao elenco Rodrigo Aguiar, Will Lobato, Rodrigo Castro, Rodrigo Maakaroun, Maurício Bomfim, Sílvia Carvalho, Luis Gustavo, João Lucas, Joana Hardy, Antônio Valadares, Tereza Valadares, João Diniz, Bel Diniz, José Lourenço, Mariza Rizck Magalhães, Felipe Fontes, Betina Marques, Gabriel Passos, Túlio Manata, Fernanda Boratto, Vera Valenzuela, Nagela Rigueira Aud, Wanderlan Pereira, Lucas Lage, Andréia Campolina, Bárbara Drummond, Carolina Melgaço, Cynthia Silva, André Prado, Paula Zasnicoff, Tina Barbosa, Júlia Belisario, Carol Horta, Filipe Pederneiras, Karina Polatscheck, Érika Steckellberg, Graziela Costa, Kívia Costa, Mira Mundim, Renata Paranhos, Sheila Mundim, Juliana Couri, Maria Gabriela Nogueira, Natacha Nacif, Felipe Soares, Renata Basques, Érika Viana, Flávia Freitas, Flávio Lobato, Erly Hopper, Evaldo Rios e Maluh Amorim.

Entre os estreantes desta edição estão Marina Diniz, Paula Guimarães, Nídia Duarte, Carla Cruz, Rita Cruz, Philipe Pinheiro, Letícia Longuinho, Carolina Campos, Maria Clara, Igor Zanon, Daniel Tavares, Marcus Paschoalin, Bárbara Barbi, Murad Mohamad, Jéssica Sarriá,Uriel Rosa, Filipe Castro, Atamar Lorrani, Francisco Mascarenhas, Carol Quinan, Andréa Pinto Coelho, Mário Caetano, Aline Castro, Natália Freitas e Laura Penna.

Destaques

Recuperar parte da história da obra feita por um mestre do paisagismo. Esse é o desafio que é Nãna Guimarães se propôs a realizar na mostra deste ano. A profissional é a responsável pelo Jardim Burle Marx. Com aproximadamente 400 metros quadrados, a proposta foi restaurar o projeto inicial assinado por Burle Marx nos jardins do Palácio das Mangabeiras. Para recriar parte desse ambiente da década de 1950, ela teve acesso ao projeto original e foi atrás de seis espécies nativas brasileiras utilizadas pelo reconhecido paisagista como Guaimbé, Camará, Bela Emília, Trapoeraba Roxa, Giesta e Agave.

Presente pela primeira vez na mostra, Janaína Pacheco se uniu ao veterano Maurício Bomfim no projeto Casa dos Eucaliptos, uma das construções mais audaciosas da mostra. Bomfim inclusive é o nome por trás de todo o design de interiores, além de várias peças do mobiliário. A casa criada pela dupla está totalmente integrada à natureza, uma vez que o espaço está localizado dentro de um bosque de eucaliptos, que foi inclusive incorporado ao projeto. Nos jardins, o destaque fica por conta do lançamento da linha de mobiliário para área externa, assinada pelo premiado Jader Almeida, além de um jogo de espelhos, convidando para que os visitantes possam olhar para si enquanto estão imersos em uma pequena floresta, estabelecendo uma conexão com o meio-ambiente.

Com aproximadamente 250m², o Living, assinado pela arquiteta Estela Netto, é outra atração à parte. Certamente chama a atenção do visitante pela imponência e pelas grandes proporções. Construído a partir de uma técnica em treliça metálica espacial e steel frame, o espaço reúne diversos ambientes como Home Cinema, Espaço Gourmet, Adega e Lounge da Lareira e é um dos exemplos de construções que prezam pela redução do volume de resíduos gerados, apresentando métodos construtivos limpos e inovadores.  O conceito é ser de um espaço totalmente voltado para o lazer e diversão, seja em uma reunião familiar ou encontro entre amigos. Entre os destaques, a presença marcante da luz natural, por meio de um pergolado e grandes vãos em vidro, o uso de materiais e texturas naturais, além da inserção de tecnologia no espaço, que é totalmente automatizado.

Em sua quarta participação na CASACOR, Flávia Roscoe assina um dos ambientes que certamente será um dos mais visitados, a Suíte do Governador. O conceito nasceu da seguinte reflexão feita por ela: “O que é ouro para você?”. Essa observação tem como objetivo apontar as responsabilidades que os políticos que ocuparam o local possuíam, não no sentido material, mas no de valorizar o que é do povo, no verdadeiro propósito de habitar aquele espaço. Os visitantes encontrarão, ao longo do ambiente, tons discretos em dourado, uma mesa de trabalho, uma poltrona de leitura de frente para uma bela vista, uma mesa para tomar o café da manhã, um painel atrás da cama que remete à época da construção da casa na década de 1950, além de várias obras de arte. A ideia foi criar a sofisticação e a leveza do acolhimento em um mesmo local.

Norah Fernandes e a estreante Bárbara Nobre são as responsáveis pelo projeto Gabinete. Por meio de uma pesquisa realizada para entender como era o uso do local, além de valorizar os objetos originais da década de 1950, as profissionais optaram por contar a história do lugar por meio da decoração. Peças como um painel e uma sanca de iluminação de estrutura metálica daquela época foram restauradas. Um sofá do período também compõe o ambiente. Para trazer contemporaneidade, móveis no estilo Hi-Tech, como cadeiras ergonômicas, irão compor a cena. O grande diferencial é que o público encontrará um novo conceito de layout para escritório, seguindo um conceito turco, onde todos conseguem interagir sem precisar se virar na cadeira.

Cozinha Leroy Merlin é outro projeto que merece destaque. Assinada por Felipe Soares, a proposta foi criar uma cozinha tipicamente mineira. O ambiente de 38m² procura ressignificar o mobiliário tradicional de armazéns e cozinhas do interior do estado de uma maneira extremamente minimalista e sofisticada. O projeto possui uma ilha central integrada a uma bancada, mesa e um fogão a lenha na extremidade. Materiais artesanais como tijolo de barro, vermelhão e ladrilho, além de obras de arte de importantes artistas mineiros contemporâneos, como Mabe Bethônico e Flávia Bertinato, também compõe o local. Um armário aberto, nos moldes das antigas vendas/armazéns, completa o espaço.

Valorizar a experiência de se degustar um bom vinho, além de compartilhar uma adega, literalmente, em meio aos jardins do Palácio das Mangabeiras, para que se possa vivenciar momentos agradáveis com familiares e amigos. Essa é a proposta da Casa de Vinhos, assinada pela arquiteta Silvia Carvalho. O ambiente possui elementos naturais como a pedra, de caráter mais fechado, que reveste tanto as paredes externas como internas, além de madeira e couro, tudo pensado para que a experiência dos amantes da bebida seja inesquecível. O ponto alto do projeto é a adega, que tem capacidade de armazenar 400 garrafas. Uma mesa redonda de oito lugares que serve para as confrarias, além de uma bancada gourmet para apoio da confecção de pratos e higienização de taças, uma prateleira com várias taças e rótulos raros compõe o projeto.

Pavilhão Office, assinado por Fernanda Villefort, traz a concepção de espaço corporativo onde a afetividade ganha espaço e aproxima o usuário de elementos multissensoriais. O ambiente propõe um percurso em forma de galeria para contemplação e comunicação com a arte, além de uma setorização integrada entre três esferas: BUSINESS (reuniões/conexão com o outro) + MEETING (treinamento / palestras / conexão com o mundo) + COWORKING (trabalho individual / conexão consigo mesmo / foco). Uma grande bancada de apoio serve para oferecer desde o típico cafezinho até o atual happy hour. Já na parte da arquitetura, a proposta é de trabalhar com materiais naturais e muita integração entre o interior e o exterior. Para isso, foi criado um invólucro em aço corten com faixas ritmadas e intercaladas com o vidro incolor para gerar sensações e intensidades de luz também variadas. Há ainda a presença de um jardim vertical natural que dialoga com o entorno e enfatiza a importância da conexão com a natureza.

Um espaço de pesquisa e de descobertas. Assim, Ana Bahia e Sarah James descrevem o projeto Cozinha Funcional. O objetivo foi criar um espaço propenso às experiências, sejam elas sensoriais ou espaciais. A cena propõe diversas maneiras de uso e ocupação do local, como aulas de culinária, jantares, palestras e reuniões ao ar livre. Um dos pontos altos do ambiente é o design de mobiliário feitos com materiais como ônix, inox, pedra sabão e feltro, que serão utilizados de uma maneira inusitada. A arquitetura foi pensada como um bloco cujos ângulos não retos provocam diferentes visadas a cada ponto de partida.

Preservação e patrimônio

O convênio de cooperação celebrado em junho entre o Estado e a Codemge destaca a importância da adequada manutenção e preservação do Palácio das Mangabeiras, que tem projeto inicial de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, com jardins planejados pelo paisagista Roberto Burle Marx. Além do evento, a proposta é que a CASACOR continue promovendo uma série de benfeitorias, obras de infraestrutura, restauro, recuperação, manutenção e vigilância do espaço que está sendo ocupado por ela durante o período médio de seis meses ao ano, pelos próximos quatro anos.

Durante a 25ª edição da mostra, o público pode conferir o resultado do trabalho, promovido pela CASACOR Minas, de resgate e restauro do projeto paisagístico e arquitetônico do Palácio. Uma parte do jardim, inclusive, já pode ser vista com as espécies originais do projeto, em conformidade com o desenho de Burle Marx. Para Eduardo Faleiro, a mostra é uma oportunidade de abrir a porta de edifícios emblemáticos, que todos têm vontade de conhecer. “Só valorizamos aquilo que conhecemos. Então, temos uma luta muito grande na valorização do patrimônio histórico e consideramos a importância de que a população conheça, entre, entenda a beleza e ajude, de uma forma conjunta, a preservar mais o que ainda nos restou de memória da cidade”, conclui.

Sustentabilidade

Encarregada pela gestão dos resíduos gerados na CASACOR, a Aterra é a parceira sustentável da CASACOR Minas e atende a todos os projetos desta edição. A empresa é responsável pela correta destinação de rejeitos de obra. Todo o material recolhido até o momento está sendo destinado a um aterro de resíduos da Construção Civil – Classe A, que tem como característica reutilizar ou reciclar os sedimentos condicionados. De acordo com o diretor operacional da instituição, Bruno Giovannini, foram recolhidas até o momento 61 toneladas de resíduossendo 70% de entulhos/podas de árvores e plantas, 10% de papelão, 8% de metais e 12% de outros materiais. Esse volume de detritos representa 47% do total dos sedimentos retirados na mostra de 2018, quando foram coletados 13.000kg de entulhos, 1.902 kg de papelão, 1.493kg de metalon, 102kg de plástico e 3.000kg de entulho reaproveitado. A expectativa é de que até o final da mostra deste ano, quando ocorrerá a desmontagem de todos os ambientes, sejam recolhidas 200 toneladas de rejeitos. Os materiais de revestimentos de parede e pisos serão destinados a projetos sociais.

 

Sobre o Palácio das Mangabeiras

Inaugurado oficialmente em 1955, o Palácio das Mangabeiras foi construído entre 1951 e 1955 para ser a residência oficial dos governadores de Minas Gerais. A edificação vem sendo utilizada para esta finalidade desde a sua inauguração, ocorrida durante o governo de Juscelino Kubitschek. Tudo indica que o projeto arquitetônico é assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Já o projeto paisagístico original é de Roberto Burle Marx, duas grandes referências em suas áreas de atuação. Localizado aos pés da Serra do Curral, o Palácio segue o estilo modernista. Apesar de não ter as dimensões que outros palácios tradicionais da cidade como o da Liberdade, por exemplo, o Palácio das Mangabeiras tem uma importância histórica para a política de Minas Gerais, sendo palco de inúmeras reuniões e encontros decisivos.

Sobre a CASACOR Minas

A CASACOR é reconhecida como a maior e melhor mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas e reúne, anualmente, renomados profissionais. Em 2019 chega à sua 25a edição em Minas Gerais e com mais de 20 eventos nacionais (Alagoas, Bahia, Brasília, Campinas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Interior de SP, Litoral de SP, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina) e seis internacionais (Miami, Peru, Chile, Equador, Bolívia e Paraguai).

Redes

SITE: www.casacor.com

FACEBOOK: www.facebook.com/casacorminas

INSTAGRAM: @casacorminas

Sobre a Multicult

A Multicult é uma empresa promotora de eventos diversos, entre eles a CASACOR Minas, que, em 2019, completa 25 edições ininterruptas. A proposta da empresa é promover e empreender projetos e iniciativas nas áreas de Cultura, Arquitetura, Design, Gastronomia e Urbanismo. O portfólio de ações desenvolvidas com a assinatura da Multicult reúne eventos diversos que se destacam por promover não apenas entretenimento, mas também uma plataforma de inspiração, informação e networking. Outro foco de atuação da empresa é a promoção de iniciativas que contribuam para a preservação da memória e da identidade urbana.

Redes

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CASACOR Minas Gerais

 

Datas: De 03 de setembro a 13 de outubro

Local: Palácio das Mangabeiras(Rua Mário Costa Tourinho, s/n – Mangabeiras – BH/MG)

Ingressos: R$60 inteira e R$30 – meia /Passaporte(visitas ilimitadas): R$180,00

Vendas na bilheteria ou pelo sitehttps://www.ingresso.casacor.com/

Horários de funcionamento:

De terça a sexta, das 15h às 22h
Sábados: das 12h às 22h
Domingos e feriados: das 12h às 19h

Informaçõeswww.multicult.cc

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Preocupada em deixar o ambiente de trabalho aconchegante e agradável a arquiteta Gioiella Rosa foi ousada e mostrou muito bem sua identidade.

O “Escritório Sensações” projetado pela arquiteta Gioiella Rosa para mostra Morar Mais por Menos, que acontece no Shopping Crystal, em Curitiba mistura tendências com elementos de design atemporal. O conceito do espaço está relacionado aos cinco sentidos e vai além de um escritório convencional, oferece uma experimentação sensorial que surpreende, tem tecnologia na automação de sistema de som, uma fragrância especial feita especialmente para o ambiente, além do contraponto com elementos naturais que foram traduzidos nas tonalidades de verde no mobiliário e na decoração, aliando estética e função numa arquitetura de poucas e boas informações e um convite a prestar mais atenção a rotina de trabalho: INSPIRE, RESPIRE, NÃO PIRE.

O cotidiano moderno é mais dinâmico, mais movimentado e necessita de experiências autênticas, o profissional liberal e outros inúmeros tipos de profissionais que utilizam de escritório principalmente em casa, estão cada vez mais reféns da tecnologia digital e acabam passando muito tempo dentro desses ambientes então pensamos em uma arquitetura humanizada com uma composição que acompanha esse ritmo. A preocupação com a ergonomia está presente na altura ideal da mesa de trabalho, na cadeira Aeron da HermanMiller que define as expectativas de conforto a mais de 20 anos através da tecnologia PostureFit SL que garante a posição ideal além de fornecer suporte à lombar e estabilidade a base da coluna. As poltronas dos visitantes são da Bolis Design, com pés giratórios proporcionando equilíbrio e mobilidade.

Além disso sabemos que ao longo do dia é imprescindível a movimentação do profissional, foi criado o cantinho de descompressão para dar uma pausa no trabalho e aproveitar um pouco da poltrona Ber e dos puffs Hiran (ambos da Bolis Desing) ou até mesmo para desenvolver uma atividade mais dinâmica.

Com o uso de diferentes texturas nas paredes, destaque para o painel customizado com peças da linha Opus da Rerthy sobre o efeito marmorato tubarão cinza da Suvinil, bem como para a cortina em linho sintético com xale em macramê, a profissional induz os visitantes a experimentar cada detalhe.

O ambiente conta com móveis de autoria da arquiteta, que apostou na versatilidade da cor coral de forma marcante na serralheria, uma cor vibrante e suave ao mesmo tempo, em conjunto com a flexibilidade e leveza da marcenaria aproveitando o espaço, equilibrados sobre uma base de tonalidade cinza.

O projeto valoriza, ainda, a brasilidade e os artistas locais, destaque para o lustre feito de resíduos de níquel e cristais multifacetados de descarte e também para as telas da artista Raquel Lima, numa delas compôs uma releitura da foto de Sharbat Gula (menina afegã) que se tornou um símbolo do conflito entre afegãos e da situação dos refugiados por todo o mundo que ocorrem até os dias de hoje.

Conseguimos trazer para o projeto o astral de casa e aconchego, com pitadas de cores adocicadas numa composição que conversa com o usuário e estimula a produtividade, a concentração e a criatividade.

Instituição curitibana aposta em ações sociais e atividades para público interno

Em um País rico em recursos, mas carente de benefícios para a população, empresas e instituições assumem um papel ainda maior com a sociedade. As corporações passaram a pensar além do lucro, da geração de empregos e do pagamento de impostos, e boa parte já entendeu o poder que há na disseminação de ideias e na prestação de serviços à comunidade.

Uma gestão baseada em responsabilidade social empresarial é capaz de otimizar seu know-how e recursos materiais e humanos para promover o desenvolvimento sustentável e auxiliar na redução das desigualdades sociais. Um exemplo disso é o trabalho desenvolvido pelo Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), organização que desenvolve e implementa soluções em Tecnologia da Informação e Comunicação para a gestão pública. Com sede em Curitiba (PR), a instituição firmou recentemente convênio com a Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP) para promover melhorias em salas de treinamento e laboratório de informática, além de prestar assistência técnica para os equipamentos e realizar cursos de capacitação profissional para os assistidos pela associação.

Além desse projeto, o Instituto disponibiliza sistema de informações, infraestrutura lógica e suporte técnico nos eventos do programa Justiça no Bairro, promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná com o objetivo de facilitar o acesso de comunidades carentes a atendimento jurídico.

De acordo com o gestor de Responsabilidade Social do ICI, Ozires de Oliveira, ações como essas beneficiam também o clima organizacional. “Os colaboradores envolvidos nos projetos sentem-se realizados e mais motivados no ambiente de trabalho e no convívio social”, diz o gestor.

O espírito colaborativo propiciou também uma parceria com o projeto Brasil sem Frestas, que leva conforto térmico para pessoas em situação de vulnerabilidade social por meio do revestimento de suas casas com placas formadas por caixas vazias de leite. “Embora não esteja relacionada a serviços de tecnologia, a iniciativa tem alinhamento com o nosso propósito como instituição, que é trazer melhoria para a vida das pessoas”, comenta Ozires. Além de doar as embalagens consumidas no Instituto, o ICI serve de ponto de entrega de doações dos colaboradores e familiares, fomentando a arrecadação entre a comunidade. Ainda, está sendo montado um grupo de colaboradores voluntários para mutirões de costura e instalação das placas nas residências.

Ações internas com foco em sustentabilidade e qualidade de vida também são promovidas na organização. Palestras sobre práticas sustentáveis, como separação de lixo e prevenção ao suicídio (em comemoração ao Setembro Amarelo), campanhas para economia de energia, coleta de lixo eletrônico, incentivo à atividade física e feiras de produtos orgânicos são algumas das práticas desenvolvidas.

A instituição também inova nas ações com o objetivo de sensibilizar ainda mais as equipes: uma intervenção montada no hall do prédio mostrou a quantidade de copos plásticos consumidos pela empresa em apenas 45 dias – cerca de 24 mil unidades. Todos os colaboradores receberam canecas de cerâmica para reduzir o consumo de copos plásticos na instituição e, em três meses, o uso já caiu pela metade.

“Nosso negócio é desenvolver soluções para que a gestão pública possa otimizar os serviços e o atendimento à população. Extrapolar nossa missão para também melhorar a qualidade de vida dos colaboradores e participar ativamente de outras iniciativas só reforça os resultados que uma cultura colaborativa pode trazer para a sociedade”, comenta Oliveira. Segundo ele, os colaboradores estão levando as práticas aprendidas para os núcleos familiares e círculos de amigos, ampliando o impacto positivo.

 

Sobre o ICI

O ICI – Instituto das Cidades Inteligentes é uma organização criada em 1998, com atuação em todo o território nacional, referência em pesquisa, integração, desenvolvimento e implementação de soluções completas de TIC para a gestão pública. Mais informações: www.ici.curitiba.org.br.

Bate-papo na loja Reveev Colchões, em Balneário Camboriú com o tema Arquitetura com Conforto.

Ministrado pelo empresário Klaus Diether Glatz, que comanda a fábrica e algumas lojas exclusivas da marca, o encontro, acompanhado de café da manhã reuniu designers, arquitetos e convidados para um bate-papo descontraído e que falou sobre os desafios na escolha dos colchões, a engenharia do produto, customização e design, além da fidelização e benefícios para profissionais.

Para Klaus está foi uma oportunidade de aproximar a marca dos profissionais da região e apresentar as novidades da Reveev Colchões, empresa criada em São Bento do Sul, com mais de 10 anos no mercado. A Reveev é referência em decoração de luxo, com colchões que unem alta tecnologia, materiais de primeira linha e design sofisticado.

A loja fica no Casahall Design District.

 

Fotos: Carlos Alves

 

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