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Pet terapia, além de incentivar o tratamento, acelera a reabilitação

Interação com animais contribui para a recuperação de pacientes com paralisia cerebral e disfunções que afetam os movimentos

           Dar um estímulo a mais para os pacientes. Este é o objetivo da Terapia Assistida por Animais (TAA), conhecida também com pet terapia, atividade em que o animal atua como co-terapeuta dentro da psicologia, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, dentre outras áreas da saúde. A prática, que teve origem na Inglaterra, em 1792, em um centro de tratamento de pessoas com transtornos mentais, ainda é pouco difundida. No Brasil, a primeira experiência foi no início da década de 50 com pacientes esquizofrênicos. Já em Curitiba, é desenvolvida há 14 anos pelo Instituto Cão Amigo, que com o auxílio de voluntários, leva animais a instituições para desenvolver Atividade Assistida por Animais, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas em geral. Uma das fundadoras da ONG, a psicóloga Manuella Maciel acaba de se tornar a nova parceira do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica.

            A clínica tem como diferencial oferecer uma recuperação voltada à humanização e atendimento personalizado de acordo com as necessidades de cada pessoa. “Temos como objetivo facilitar a inserção dos pacientes na sociedade, daí a importância de buscarmos novas formas de terapia”, explica a terapeuta ocupacional i e sócia da CERNE, Syomara Cristina Smidiziuk. De acordo com ela, a terapia assistida por animais contribui de forma significativa na melhora e traz bons resultados aos pacientes que recebem este tipo de tratamento, principalmente para aqueles com paralisia cerebral e outros problemas que alteram os movimentos.

           Segundo Manuella, responsável pela cão terapia desenvolvida na CERNE, não há como avaliar quantitativamente os benefícios deste tipo de terapia, mas há inúmeros trabalhos que comprovam que quando o animal entra no setting terapêutico, há um aumento na qualidade das respostas do paciente, até mesmo em relação à assiduidade.

          Para ela, além de ser um estímulo a mais, serve como um apoio emocional. “Muitas vezes o paciente sente algum desconforto ou até mesmo dor e o animal acaba desviando a atenção e disfarçando o incômodo”, destaca. Além do vínculo estabelecido com o cão, tem também a questão de estimular os movimentos, ao invés do paciente realizar um gesto só por fazer, ele vai, por exemplo, esticar o braço para alcançar e acariciar o animal. “Quando colocamos o cachorro atrás do paciente incentivamos ele a girar o tronco. É uma forma mais lúdica e dá um sentido a mais aos movimentos realizados na fisioterapia. Daí a importância de posicionar o cão terapeuta no local adequado”, acrescenta Manuella.

          Além do animal e da psicóloga, a TAA é executada com o apoio de um fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional para facilitar e deixar o trabalho mais leve. Geralmente o cão terapeuta participa durante 30 minutos por sessão, que pode ser realizada quantas vezes quiser, não há limite.

           Terapia Assistida por Animais – A escolha do cão terapeuta segue o modelo de avaliação de uma organização americana especializada em qualificar animais para terapia, onde é analisado o comportamento individual e em grupo, que devem garantir 100% de docilidade, assegurar a harmonia com outros animais e que este não reagirá aos estímulos humanos. A análise dura cerca de 10 minutos e são simuladas situações que podem acontecer durante o trabalho terapêutico, como colocar a mão na boca, dar um puxão no rabo, nas patas, entre outras. “Esses momentos de ‘pressão’ têm a finalidade de garantir que em nenhum momento ele irá reagir”, explica Manuella. Indivíduos de qualquer raça podem ser pet terapeutas, inclusive sem raça definida. Já para os humanos se tornarem voluntários, não é necessário ser profissional, basta passar por uma capacitação. “Porém, para trabalhar com terapia, há a necessidade de ser da área de saúde”, complementa a psicóloga.         

 

Sobre o CERNE – O Centro de Excelência em Recuperação Neurológica conta com uma equipe multiprofissional, composta por fisioterapeutas, fonoaudióloga, musicoterapeuta, psicóloga, terapeuta ocupacional, psicopedagoga, educador físico e enfermeiro. A clínica tem a proposta de oferecer um outro olhar da recuperação da saúde, mais humanizado e personalizado de acordo com as necessidades e demandas do paciente, a fim de facilitar a sua inserção na sociedade. Além de garantir qualidade no tratamento, por meio de um processo padronizado onde o paciente encontra todas as terapias no mesmo local e de forma integrada, o Centro conta ainda com a experiência de suas sócias, a terapeuta ocupacional Syomara Cristina Smidiziuk e a fisioterapeuta Mariana Krueger, uma das primeiras profissionais capacitadas para a aplicação da técnica de Neuromodulação Transcraniana na Região Sul. A sociedade é complementada por Canrobert Krueger, engenheiro de computação e administração.

 

SERVIÇO:
CERNE – Centro de Excelência em Recuperação Neurológica
Endereço: Rua Petit Carneiro, 318 – Água Verde 
Informações: 41 3528-6977

 

Ficha Técnica:
Na foto, a psicóloga Manuella Maciel com Flor. (Divulgação: CERNE)
Texto: Cristina Sório
Arte e Publicação: Raquel Lima

 

 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Os Artistas Igor Gomes, Luiz de Souza e Raquel Lima receberam convidados para apresentar as novas fotografias, telas, desenhos e esculturas que fazem parte do acervo da IMG Galeria de Arte. Durante o evento aconteceu um bate papo com os artistas, que intencionalmente se limita entre seis e dez pessoas, para que possa ser dada toda atenção que os convidados merecem, o trio de artistas acredita que quando se trata de falar de arte menos é mais, isto é, menos convidados e mais dedicação e atenção dos artistas a este seleto grupo.
A IMG Galeria de Arte fica dentro do tradicional Shopping Novo Batel em nossa capital,  Alameda Dom Pedro II, 255 – Batel

Fotos: Gerson Lima

 

A manhã desta quarta-feira foi pra lá de animada na loja Raffinato, que recebeu um seleto grupo de profissionais da arquitetura e decoração, que fizeram uma visita técnica. Durante o evento tiraram dúvidas sobre os produtos e puderam estreitar o relacionamento com a equipe de consultores da loja.

A Raffinato está localizada em Santa Felicidade, Av. Manoel Ribas, 4914 – em Curitiba/PR.

Fotos: Raquel Lima

A importância da comunicação para a reputação corporativa diante da Lava Jato foi o tema proposto pela Central Press para um debate, que contou com a participação do produtor da TV Globo na cobertura da Lava Jato, José Vianna, da assessora de imprensa da Justiça Federal do Paraná, Christianne Machiavelli, e do presidente interino, diretor jurídico e líder da área de riscos e compliance da Fomento Paraná, Samuel Suss. O debate, promovido em parceria com a ADVB-PR (Associação dos Dirigentes de Vendas e marketing do Brasil), aconteceu na última terça-feira, na Universidade Positivo (UP), e reuniu profissionais da imprensa, empresários, acadêmicos e docentes dos cursos de Jornalismo e Direito da UP.

“Nossa proposta não foi falar sobre os desdobramentos da maior operação contra a corrupção da história do país, mas discutir como os resultados divulgados pela imprensa estão influenciando os rumos das empresas brasileiras”, explicou o sócio-proprietário da Central Press, o jornalista Claudio Stringari. Ele lembra que somente no escândalo da Petrobrás, a Operação Lava Jato já identificou um rombo de mais de 20 bilhões de reais. Para Stringari, os números assustam e mostram a dimensão da ilegalidade e irresponsabilidade de agentes públicos e corporativos, e revelam a falta de regras, estruturas e práticas de gestão de risco e controle interno sobre as ações dos administradores e gestores. O que acaba, segundo ele, comprometendo de maneira quase que definitiva a continuidade dos negócios, arranha a credibilidade, mancha a imagem e destrói a reputação das organizações estatais e privadas. “A reputação é o principal valor intangível de uma instituição. Os riscos reputacionais estão entre as maiores preocupações dos membros de conselho de administração das maiores corporações do mundo, inclusive do Brasil”, afirmou Stringari.

Para a jornalista Lorena Nogaroli, sócia-fundadora da Central Press, falta ao mundo corporativo nacional uma política eficaz de gerenciamento de crise e de riscos. “A comunicação assertiva, mesmo nos momentos mais conturbados e críticos, é fundamental para o fortalecimento da reputação das marcas”, disse. Diante disso, Lorena anunciou o lançamento de uma área de capacitação e treinamento em comunicação da Central Press, que traz um cardápio de cursos e palestras, visando à formação de profissionais mais preparados e engajados no relacionamento com a mídia. A equipe ganha reforços dos jornalistas Jeferson Souza e Fernanda Rocha na condução das atividades.

A Central Press já realiza, há mais de 15 anos, um trabalho de media training para seu portfólio de clientes, e agora decidiu expandir e compartilhar essa expertise no mercado de negócios. “Incrementamos o media training e passamos a customizá-lo de acordo com o público alvo e demanda corporativa; introduzimos treinamento teórico e prático, no qual o participante aprende o funcionamento dos meios de comunicação impresso, eletrônico e digital, recebe orientações sobre cuidados com a imagem e preparamos o profissional para atuar como porta voz”, explica o novo sócio da empresa na área de treinamento, Jeferson de Souza. A relação de palestras incluem temas como liderança, negócios, mídia, técnicas de feedback e redes sociais. Jeferson assinalou ainda que a área de capacitação e treinamento será responsável pelo desenvolvimento de guias e manuais de relacionamento com a imprensa e gestão de crises, tudo sob medida para cada demanda e organização.

 

Debate

O debate “Lava Jato e a Reputação Corporativa” trouxe para a discussão três pontos de vista sobre a questão: o da empresa, defendido pelo presidente interino, diretor jurídico e líder da área de riscos e compliance da Fomento Paraná, Samuel Suss; o da justiça, debatido pela assessora de imprensa da Justiça Federal do Paraná, Christianne Machiavelli; e o da imprensa, pelo produtor da TV Globo na cobertura da Operação Lava Jato, José Vianna.

Para Samuel Suss, os resultados da Lava Jato e de outras operações deflagradas deixam clara a necessidade de ferramentas, planejamento e códigos de ética e conduta no meio corporativo, além do engajamento dos colaboradores, líderes e gestores. “É uma questão de sobrevivência no negócio global a implantação de programas de compliance. É uma exigência e urgência mundiais”, enfatizou. Apesar de ser uma área de conhecimento nova no Brasil, fora do país, o compliance foi amplamente difundido na década de 1970, nos Estados Unidos, depois de escândalos corporativos. “Aqui, ela começou a se fazer presente com a Lei da Anticorrupção e se acentuou com a Lei das Estatais ou Lei de Responsabilidade das Estatais”, explicou Suss.

Christianne Machiavelli faz coro com Suss e reforça que, juntamente com a compliance, a adoção de uma política de comunicação adequada é a chave para preservar a reputação de órgãos e agentes públicos, empresas e empresários, porque reforça, na prática, os valores da eficiência, transparência, controle, moralidade e impessoalidade. “Penso que o Brasil precisa evoluir muito em relação a este assunto. E acredito que eventos como este indicam o caminho”, disse. Segundo ela, o Poder Judiciário está vendo com bons olhos a apuração da verdade dos fatos com tanta probidade pela imprensa. “Acredito que estamos aprendendo a fazer da comunicação uma ferramenta para aproximar a justiça do cidadão”, definiu.

Para o produtor José Vianna, mostrar os desdobramentos de casos de corrupção, lavagem de dinheiro, denunciar propinas, escândalos em tantos segmentos são responsabilidades dos comunicadores perante os brasileiros. “Mas tudo dentro dos parâmetros da verdade, da ética profissional e da investigação imparcial e apartidária”. Em três anos, a equipe de Vianna já produziu mais de mil reportagens sobre o assunto. “Devemos confiar em veículos que são sérios e éticos. Todos nós sabemos como boatos e mentiras podem impactar e destruir a vida das pessoas e de organizações. Esse debate reitera a importância de uma comunicação bem planejada, notícias apuradas e investigadas e profissionais preparados para lidar com crises”, ressaltou.

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