Arquitetura & Decoração

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Estilo, Aparência e Elegância Feminina no Trabalho

As pessoas, muitas vezes, ficam em dúvida sobre qual é a roupa mais adequada para ir ao trabalho, seja ele desenvolvido em empresas, associações, escolas, clubes, comércio, entre outros. As dificuldades podem ser grandes, até pela própria correria do dia-a-dia.Em algumas situações, as pessoas pensam: será que já usei essa roupa na semana passada? Ora, todas as ações e atividades exigem planejamento, inclusive para facilitar a rapidez das escolhas dos trajes para o cotidiano.

No caso das mulheres, que são muito mais observadas e avaliadas, é quase obrigatório que elejam quatro ou cinco peças para serem misturadas no dias da semana. Como se faz isso? Escolhem-se tailleurs com calças ou com saias nas cores marinho, preta e cinza, e se cruza o uso dessas roupas, compondo-se com elas, no mínimo seis trajes. Mudando o calçado, a camisa ou blusa e os acessórios e, tem-se facilmente, dez trajes para serem usados de segunda a sexta-feira durante duas semanas, sem repeti-los. Todos elogiarão as composições e o bom gosto.

Da mesma forma, ainda, pode-se misturar as cores verde, palha e marrom, criando combinações diferentes. Claro que também pode-se jogar com as cores vermelho e branco, fazendo-se uma quebra de visual conforme o estilo, a estação e o humor de cada dia.

Tailleurs, com saias ou com calças (channel) e vestidos (desde que não sejam de alcinha) são os trajes mais indicados. Mas é preciso tomar cuidado com o comprimento das saias. Até, no máximo, três dedos acima dos joelhos, não é indiscreto. Mais do que isso, deixa-se para usar aos finais de semana.

Nos escritórios formais é imprescindível usar meia-calça sempre que se estiver de saia ou vestido. Quando já se passou dos vinte e cinco anos e quiser ser elegante convém usá-las, mesmo nos ambientes profissionais mais informais.

Cores berrantes e estampas exageradas acabam com qualquer visual. Para não errar, preferem-se as cores neutras: cinza, marinho, preto e cáqui. São mais monótonas, porém mais seguras.

Usa-se, ou pelo menos se tem sempre à mão, um paletó ou casaco. Além de esconderem uma marca eventual de suor, eles dão um ar mais elegante e chique a qualquer roupa.

É evidente que no local de trabalho evita-se o uso de saias e calças brancas que sujem ou que marquem o contorno das peças íntimas. Igualmente, não se usam: decotes, rendas visíveis, minis, micros ou tops de qualquer natureza. Deve se ter muito cuidado e moderação para usar peças com estampas em zebras, tigres ou onças. Quanto às transparências, deve-se esquecê-las. Para trabalhar, não há nada mais vulgar.

Trajes com dourados, prateados ou brilhos, definitivamente, só combinam com o trabalho em casa noturna.

As calças também não devem ter cintura baixa (low rise) ou serem apertadas nas nádegas e nas coxas, principalmente, por quem estiver visivelmente acima do peso. Ninguém deve abusar do fato de que o chefe é do sexo masculino e poderia se constranger ao chamar a atenção dos subordinados nesses casos. Algumas mulheres pensam que homens não tem opinião sobre apresentação, visual ou vestuário feminino. Não é verdade! Muitos homens, pelo simples bom senso, observam a inconveniência. O chefe não só pode como deve sim chamar a atenção.

Enfatize-se que em nenhuma empresa os calçados com saltos altos e finos são bem-vindos. Primeiro, pelo próprio desconforto e, segundo, porque ninguém aguenta ouvir um “toc toc” o dia inteiro. Irrita.

Mesmo quando a temperatura estiver mais fria, o uso de botas com saltos altos ou canos altos, com franjas ou estilo country podem comprometer a imagem e a elegância.

Nos pés, opta-se pelos escarpins, mocassins ou calçados fechados. Pés inteiros e dedos à mostra, nem pensar. Atenção aos saltos: os muito altos e finos não devem ser usados durante o dia; os barulhentos podem acabar com as chances de um posto novo ou de uma possível promoção.

E o toque de personalidade, onde fica? Nos acessórios.

Não se deve esquecer que os acessórios podem mudar todo o visual. Funcionam quase como as almofadas do sofá, que ao serem trocadas dão a impressão de que a decoração da sala de estar foi toda modificada.

Mas, este é um terreno perigoso. Em geral, esse “toque” é que pode destroçar a imagem global. Uma bolsa charmosa, um lenço bonito, um colar colorido ou um cinto gracioso, valorizam o visual. Todos esses detalhes podem transformar o visual para o bem ou para o mal. Então, como fazer? Ora, lembrar que ao usar os acessórios, deve-se fazê-lo com o máximo de bom senso e discrição.

Os acessórios devem ser discretos e clássicos, sem abusar de grandes aros, balangandãs, bolas, penas, penduricalhos, brilhos e objetos tribais, os quais podem detonar a imagem do profissional.

Unhas e cabelos funcionam como acessórios e, portanto, devem ser tratados como tal. No trabalho, não se usam unhas imensas, esmaltes chamativos ou de cores berrantes. É horrível.

E os cabelos longos? No trabalho, tudo contra os cabelos longos e esvoaçantes. Deve-se sempre prendê-los.

No quesito maquiagem, a regra é bem simples: tem que ser leve. Mas de cara lavada também não dá. Um rímel, um pó e um batom não fazem mal a mulher alguma (muito pelo contrário).

E, quanto aos perfumes? Eles devem ser usados, ainda, com mais parcimônia do que quando são usados em outras ocasiões.

Deve-se lembrar também, que local de trabalho não é local de desfile, passarela fashion ou de exposição da moda do momento. Todas as empresas ou organizações têm uma cultura própria. Em algumas prevalecem os trajes mais formais e, em outras, os trajes casuais ou até esporte.

Ninguém deve se achar o modelo a ser seguido, vestindo trajes fora do padrão, dos hábitos e da cultura do ambiente profissional.

Finalmente, é bom lembrar que o local de trabalho exige atitudes, posturas e comportamentos corretos.

Quem é sério, procede de maneira adequada, pois, afinal, o ambiente de trabalho é um local de contato entre profissionais e, não de encontros sociais. Como se diz: às pessoas tem que saber onde estão e se comportar à altura.

Ficha Técnica:

Texto: Josué Lemos da Silveira

Crédito da Imagem: Gerson Lima está no Livro Etiqueta Social Pronta para Usar – Autor: Josué Lemos da Silveira

Publicação: Raquel Lima

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